O número de deputados que assinam o pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 130 nesta segunda-feira, 3 de fevereiro. Os parlamentares da oposição, liderados por Rodolfo Nogueira (PL-MS), acusam o presidente de ter realizado uma “pedalada fiscal” ao bloquear seis bilhões de reais do programa Pé-de-Meia, uma ação que […]
O número de deputados que assinam o pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a 130 nesta segunda-feira, 3 de fevereiro. Os parlamentares da oposição, liderados por Rodolfo Nogueira (PL-MS), acusam o presidente de ter realizado uma “pedalada fiscal” ao bloquear seis bilhões de reais do programa Pé-de-Meia, uma ação que foi contestada pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O governo busca reverter essa decisão.
Entre os signatários do pedido, muitos pertencem a partidos que compõem a base do governo, como União Brasil, PSD, PP, MDB e Republicanos, mas a maioria é do PL, partido de Jair Bolsonaro. Também há deputados do Podemos, Cidadania, Novo, PRD e PSDB, além de membros da bancada evangélica e do agronegócio. Apesar do grande número de assinaturas, o pedido ainda não foi protocolado e não possui tração suficiente para avançar.
A decisão sobre a aceitação do pedido cabe ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que assumiu o cargo no último sábado, 1 de fevereiro. Motta se reuniu com Lula nesta segunda-feira e já fez gestos de apoio ao presidente. Em comparação, durante o impeachment de Dilma Rousseff, o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, deu andamento ao processo em um cenário de baixa popularidade da petista.
Uma pesquisa da Quaest, divulgada na mesma manhã, indica que, apesar da diminuição da vantagem, Lula ainda venceria qualquer um de seus possíveis adversários nas eleições de 2026. O cenário político continua tenso, com a oposição buscando formas de pressionar o governo enquanto a base aliada tenta manter a estabilidade.
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