O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um momento delicado, com 51,4% da população desaprovando sua gestão, enquanto apenas 45,9% a consideram positiva, segundo pesquisa da AtlasIntel. A avaliação negativa é mais acentuada entre evangélicos, jovens e pessoas de baixa renda. Embora a taxa de desemprego tenha atingido 6,6%, a inflação de […]
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um momento delicado, com 51,4% da população desaprovando sua gestão, enquanto apenas 45,9% a consideram positiva, segundo pesquisa da AtlasIntel. A avaliação negativa é mais acentuada entre evangélicos, jovens e pessoas de baixa renda. Embora a taxa de desemprego tenha atingido 6,6%, a inflação de alimentos continua a ser uma preocupação, com aumento de 0,96% em janeiro, impactando diretamente a percepção popular sobre a economia.
Apesar de bons indicadores econômicos, como crescimento anual acima de 3%, a desaprovação a Lula supera a aprovação, refletindo uma desconexão entre os números e a popularidade. A pesquisa também revelou que 72% dos entrevistados consideram o programa de renegociação de dívidas, Desenrola, um acerto, enquanto a taxação de pequenas importações e a fiscalização do Pix foram amplamente criticadas. A insegurança pública e a corrupção são as principais preocupações da população, com 57,8% citando criminalidade como prioridade.
A falta de uma agenda clara e a percepção de um governo sem inovação têm contribuído para a insatisfação. Lula é visto como centralizador e distante, o que dificulta a articulação com a sociedade e a adaptação às novas demandas. A pesquisa indica que 48,5% dos entrevistados acreditam que o governo atual é melhor que o de Jair Bolsonaro, mas a insatisfação com a gestão atual pode complicar as chances de reeleição em 2026.
O cenário político é desafiador, com a oposição se mobilizando e discutindo possíveis candidatos. A comunicação do governo tem sido criticada, e a falta de um núcleo decisório ágil e inovador é apontada como um dos principais problemas. A pesquisa foi realizada entre 27 e 31 de janeiro, com 3.125 entrevistados, e apresenta uma margem de erro de dois pontos percentuais.
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