A morte de uma aluna na Escola Estadual Sapopemba, em São Paulo, em outubro de 2023, levou a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP) a intensificar os protocolos de segurança nas escolas. Medidas como a instalação de câmeras de segurança, botões de pânico e rondas policiais foram implementadas em pelo menos 13 unidades de ensino que […]
A morte de uma aluna na Escola Estadual Sapopemba, em São Paulo, em outubro de 2023, levou a Secretaria Estadual de Educação (Seduc-SP) a intensificar os protocolos de segurança nas escolas. Medidas como a instalação de câmeras de segurança, botões de pânico e rondas policiais foram implementadas em pelo menos 13 unidades de ensino que sofreram ataques desde 2023. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) indicam que um a cada oito colégios no Brasil já relatou ataques ou ameaças.
Em resposta à violência, São Paulo contratou mil vigilantes e mais de 660 psicólogos para atendimentos nas escolas, além de capacitar 696 educadores em mediação de conflitos. A diretora de projetos especiais da Seduc-SP, Bety Tichauer, destacou a importância de ressignificar o ambiente escolar, promovendo atividades que ajudem a comunidade a lidar com o trauma. O Ministério da Educação também destinou R$ 3,1 bilhões para reforçar a segurança e mobilizou equipes de apoio psicossocial.
A creche Cantinho Bom Pastor, em Santa Catarina, reconfigurou seu espaço após um ataque em abril de 2023, adotando o lema “transforme a dor em amor”. A Secretaria Municipal de Educação de Blumenau implementou câmeras, capacitação de professores e reforço na segurança. No Paraná, o Colégio Estadual Helena Kolody foi transformado em uma unidade cívico-militar, com monitoramento de entradas e saídas.
Em Brasília, a Escola Educacional São José, atacada há um ano, recebeu capacitações e protocolos de segurança. Dados do FBSP e do Inep revelam que, em 2023, 85,3% das escolas tinham controle de acesso, mas 62,2% não possuíam planos de emergência. O pesquisador Cauê Martins observou que, embora a violência extrema seja preocupante, a violência cotidiana, como tiroteios, é mais frequente nas proximidades das escolas.