O governador de Borno, na Nigéria, Babagana Zulum, alertou que o grupo Boko Haram está voltando a atacar e a tomar controle de áreas na região. Ele pediu mais ajuda militar para combater a insurgência, mas o governo federal disse que a segurança melhorou nos últimos dezoito meses. Borno tem sido o foco de uma guerra que já dura quinze anos, resultando na morte de mais de quarenta mil pessoas e no deslocamento de mais de dois milhões. Em 2015, o Boko Haram controlava grandes partes do estado, mas foi derrotado depois. O grupo ficou famoso em 2014, quando sequestrou mais de duzentas e setenta meninas em Chibok. Recentemente, um ataque de uma facção dissidente matou pelo menos vinte soldados e outro ataque deixou quarenta agricultores mortos. O governador expressou preocupação com a frequência dos ataques, afirmando que a região está perdendo terreno para os jihadistas. Especialistas em segurança comentaram que a concentração de tropas em outras áreas da Nigéria diminuiu a presença de soldados na luta contra o Boko Haram em Borno. Um analista disse que derrotar o grupo não é fácil, mas é possível com o apoio certo às forças armadas.
O governador do estado de Borno, na Nigéria, Babagana Zulum, alertou sobre o retorno do grupo jihadista Boko Haram, que tem realizado ataques frequentes e tomado controle de áreas na região. Ele solicitou mais apoio militar para as forças que combatem a insurgência. Em contrapartida, o governo federal minimizou as preocupações do governador, afirmando que a segurança no país melhorou nos últimos dezoito meses.
Borno tem sido o epicentro de uma insurgência que já dura quinze anos, resultando na morte de mais de quarenta mil pessoas e no deslocamento de mais de dois milhões. Em 2015, o Boko Haram chegou a controlar vastas áreas do estado, mas foi posteriormente derrotado. O grupo ganhou notoriedade internacional em abril de 2014, quando sequestrou mais de duzentas e setenta meninas em Chibok.
Recentemente, um ataque de uma facção dissidente do Boko Haram, o Estado Islâmico da Província da África Ocidental (Iswap), resultou na morte de pelo menos vinte soldados nigerianos. Outro ataque deixou quarenta agricultores mortos. O governador Zulum expressou sua frustração com a frequência dos ataques, afirmando que a região está “perdendo terreno” para os jihadistas.
Analistas de segurança indicam que a concentração de tropas no noroeste da Nigéria, para lidar com banditismo e sequestros, reduziu o número de soldados na linha de frente contra o Boko Haram em Borno e outras áreas do nordeste. Hamisu Sani, especialista em segurança, afirmou que derrotar o Boko Haram não é uma tarefa fácil, mas é possível com o suporte adequado às forças armadas.
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