O Reino Unido decidiu liberar o congelamento de ativos de órgãos do governo sírio, como os ministérios da Defesa e do Interior, para ajudar na reconstrução da economia do país após a queda do regime de Bashar al-Assad. Essa medida foi tomada cinco meses depois que Assad foi derrubado por um ataque rebelde do grupo Hayat Tahrir al-Sham. O governo britânico acredita que remover as sanções em áreas como serviços financeiros e energia é essencial para a recuperação da Síria. No entanto, as sanções contra membros do antigo regime e aqueles envolvidos no tráfico de drogas continuam. Além dos ministérios, algumas organizações de mídia e agências de inteligência também não estão mais com ativos congelados. O governo britânico já havia retirado restrições de outras 24 entidades anteriormente. O ministro Hamish Falconer afirmou que os sírios merecem reconstruir seu país. O Reino Unido também espera que essas ações incentivem o retorno de refugiados. O líder da HTS, Ahmad al-Sharaa, pediu o fim das sanções ocidentais, mas o Reino Unido considera a HTS um grupo terrorista e não se comunica oficialmente com eles. O Reino Unido reafirmou que vai trabalhar com o novo governo sírio e parceiros internacionais para apoiar uma transição política que respeite os direitos humanos e permita ajuda humanitária. A União Europeia e os Estados Unidos também estão começando a aliviar as sanções impostas à Síria desde 2011.
O Reino Unido anunciou a liberação de congelamentos de ativos de órgãos do governo sírio, incluindo os ministérios da Defesa e do Interior. A medida visa facilitar investimentos e a reconstrução da economia síria após a queda do regime de Bashar al-Assad.
A decisão ocorre cerca de cinco meses após a derrubada de Assad por uma ofensiva rebelde liderada pelo grupo islâmico Hayat Tahrir al-Sham (HTS). O governo britânico afirmou que a remoção das sanções em setores como serviços financeiros e produção de energia é crucial para a recuperação do país. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido ressaltou que as sanções contra membros do antigo regime e aqueles envolvidos no tráfico da droga Captagon permanecerão em vigor.
Além dos ministérios, outras entidades, como algumas organizações de mídia e agências de inteligência da Síria, também não estão mais sujeitas a congelamentos. Essas sanções foram inicialmente impostas a indivíduos que participaram da repressão a civis e que se beneficiaram do regime de Assad. Em março, o Reino Unido já havia levantado restrições sobre vinte e quatro entidades que financiavam a opressão, incluindo o Banco Central da Síria e a Syrian Arab Airlines.
Hamish Falconer, ministro para o Oriente Médio, afirmou que “o povo sírio merece a oportunidade de reconstruir seu país e economia”. O governo britânico também espera que essas medidas incentivem o retorno de refugiados sírios. O processamento de pedidos de asilo para sírios no Reino Unido foi suspenso em dezembro, enquanto o Ministério do Interior avaliava a situação após a mudança de regime.
O líder da HTS, Ahmad al-Sharaa, que foi nomeado presidente interino da Síria, pediu a suspensão das sanções ocidentais, argumentando que estas eram uma resposta aos crimes do regime anterior. O Reino Unido, no entanto, classifica a HTS como um grupo terrorista, o que impede qualquer comunicação oficial.
O Reino Unido reafirmou seu compromisso de trabalhar com o novo governo sírio e parceiros internacionais para apoiar uma transição política inclusiva, que inclua a proteção dos direitos humanos e o acesso irrestrito à ajuda humanitária. A União Europeia e os Estados Unidos também têm começado a aliviar gradualmente as sanções impostas à Síria desde 2011.
Entre na conversa da comunidade