Margot Friedländer, uma sobrevivente do Holocausto, faleceu aos 103 anos. Sua morte foi anunciada na semana do 80º aniversário da rendição da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Friedländer, que passou parte de sua vida nos Estados Unidos, retornou à Alemanha na velhice e se tornou uma importante testemunha da perseguição nazista. Ela foi reconhecida com a mais alta honraria da Alemanha e uma estátua em Berlim. Nascida em 1921, ela viveu momentos difíceis durante o regime nazista, incluindo a deportação de sua família. Após a guerra, ela se casou e se mudou para os Estados Unidos, onde trabalhou como costureira. Em 2003, voltou à Alemanha e começou a compartilhar sua história, alertando sobre a importância de lembrar o passado. O presidente alemão expressou suas condolências, destacando a contribuição de Friedländer para a reconciliação do país.
Margot Friedländer, sobrevivente do Holocausto, faleceu aos 103 anos. Sua morte foi anunciada na semana do 80º aniversário da rendição incondicional da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. A informação foi divulgada pela Fundação Margot Friedländer em Berlim.
Friedländer passou grande parte de sua vida nos Estados Unidos antes de retornar à Alemanha na casa dos oitenta anos. Ela se destacou como uma importante testemunha da perseguição nazista, sendo reconhecida com a Ordem do Mérito, a mais alta condecoração do país. Em um evento em 2018, afirmou: “Falo por aqueles que não podem mais falar.”
Nascida em 5 de novembro de 1921, em Berlim, Margot e sua família enfrentaram a ascensão do regime nazista. Seu pai, Artur Bendheim, acreditava que os nazistas não os atingiriam, mas a realidade se mostrou cruel. Em 1943, sua família foi separada, e ela foi forçada a se esconder. Em junho de 1944, foi levada ao campo de concentração de Theresienstadt, onde perdeu sua mãe e irmão.
Após a guerra, Margot se casou e imigrou para os Estados Unidos. Retornou à Alemanha em 2003 e, em 2010, fixou residência em Berlim. O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, expressou suas condolências, destacando a importância de seu legado para a reconciliação do país. Atualmente, mais de 200 mil sobreviventes judeus ainda estão vivos, mas a maioria pode não estar presente em uma década.
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