A Assembleia Nacional da França decidiu acabar com as zonas de baixa emissão, conhecidas como ZFEs, que foram criadas em 2019 para reduzir a poluição nas cidades. A votação foi de 98 a 51, com alguns deputados do partido do presidente Emmanuel Macron se unindo à oposição para apoiar a medida. As ZFEs foram criticadas por afetarem principalmente pessoas que não podem comprar veículos menos poluentes. O movimento Les #Gueux, fundado pelo escritor Alexandre Jardin, argumenta que a ecologia se tornou um privilégio dos ricos. As zonas começaram em 15 cidades poluídas e se expandiram para áreas urbanas com mais de 150 mil habitantes, restringindo carros mais antigos. Apesar de tentativas do governo de suavizar as regras, a proposta de manter as zonas em Paris e Lyon foi rejeitada. O ministro da transição verde afirmou que a poluição do ar causa muitas mortes prematuras e que as ZFEs ajudaram a reduzir esses números. A votação agora precisa passar pelo Senado e por um projeto maior na Câmara dos Deputados em junho, além de ser aprovada pelo Conselho Constitucional da França.
A Assembleia Nacional da França aprovou a aboluição das zonas de baixa emissão (ZFEs), com 98 votos a favor e 51 contra. Essa decisão, tomada em 28 de maio de 2025, reflete críticas sobre o impacto econômico das ZFEs sobre a população, especialmente os cidadãos que não podem arcar com veículos menos poluentes.
As ZFEs foram introduzidas em 2019 para combater a poluição nas cidades, inicialmente em quinze das mais poluídas. Desde então, foram expandidas para áreas urbanas com mais de 150 mil habitantes, restringindo a circulação de veículos fabricados antes de 1997. O deputado Pierre Meurin, do partido de extrema direita Rassemblement National, foi um dos proponentes da proposta de abolição, que recebeu apoio de alguns parlamentares da base do presidente Emmanuel Macron.
Alexandre Jardin, escritor e ativista, destacou que a votação representa uma vitória para seu movimento Les #Gueux, que critica a ecologia como um “esporte para os ricos”. Ele afirmou que os parlamentares temiam as consequências políticas de votar contra a abolição. A ministra da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, argumentou que as ZFEs contribuíram para a redução de mortes prematuras causadas pela poluição do ar, que chega a 40 mil por ano.
A proposta de manter as ZFEs em Paris e Lyon foi rejeitada. Críticos, como Marine Le Pen, chamaram as zonas de “zonas sem direitos”, enquanto outros parlamentares alertaram sobre os riscos sociais da medida. A abolição deve passar pelo Senado e ainda precisa ser aprovada em um projeto de lei mais amplo na Câmara dos Deputados em junho, além de obter a validação do Conselho Constitucional.
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