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Nike acelera retomada, mas queda de vendas na China derruba ações

Receita cai no trimestre e vendas na China recuam, pressionando ações da Nike e apontando atraso na retomada

Companhia tem se concentrando em Pequim e Xangai, ao mesmo tempo em que refina sua variedade de produtos.
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  • A Nike alertou queda de receita de dígito único neste trimestre, afetada pela fraqueza na China e pela marca Converse.
  • Vendas da Converse caíram 30% no último trimestre; a região da Grande China recuou 17%.
  • As ações da Nike caíram quase 11% (em negociação estendida) e o papel acumula queda de cerca de 13% neste ano, mirando o quarto ano consecutivo no vermelho.
  • A diretoria disse que a recuperação não será linha reta e que está acelerando áreas atrasadas, com foco na China e na categoria corrida.
  • A empresa mantém foco no varejo próprio e no site, onde a recuperação de tráfego e estoque antigo têm apresentado desafios; não houve orientação de longo prazo anunciada.

As ações da Nike caíram após a empresa avisar que as vendas devem recuar no próximo trimestre, diante da fraqueza contínua na China e da marca Converse. A divulgação ocorreu em meio a expectativas de receita em queda de um dígito, para o período que começa em 1º de dezembro. O movimento impactou o setor de ações em Nova York, com negociação em andamento estendida.

A Nike destacou que, embora haja progressos, o caminho não é linear. O CEO Elliott Hill disse que a recuperação não será reta, e que a empresa está acelerando áreas mais atrasadas, com foco na China. O mercado reagiu à visão de curto prazo, apontando frustrações com o ritmo de recuperação.

Converse registrou queda de 30% no último trimestre, enquanto a China caiu 17%. Analistas ressaltam que o canal direto ao consumidor decepcionou, e que o desempenho online também ficou abaixo do esperado. A Nike busca reverter esse cenário com ajustes de portfólio e foco urbano.

Nos resultados, a receita total subiu 1% no trimestre encerrado em 30 de novembro, para 12,4 bilhões de dólares. O ganho foi suficiente para superar estimativas, mas a direção reconhece que ainda não atingiu o potencial. Fontes: dados da empresa e investidores.

A Nike enfrenta competição acirrada na China, com rivais como Adidas, Anta e marcas de nicho ganhando espaço. A empresa tenta redefinir sua Converse e acompanhar a demanda por produtos com tecnologia avançada, ampliando canais próprios de venda.

Hill ressaltou que a recuperação requer tempo e ajustes de produto. A companhia não atualizou previsões de longo prazo, mantendo controle sobre operações enquanto reconstrói relacionamentos com varejistas e foca em esportes e cidades-chave.

A carta de presentation divulgada pela empresa indica que mercados na América do Norte continuam estáveis, com ênfase em corrida. Analistas comentam que a Nike precisa consolidar gains em canais digitais e reverter a tendência de perda de participação de mercado.

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