- Começou a seleção de júri no segundo grau de Nova York no caso de Daryl “D. D.” Powell, ex-jogador da Marist College que atuou pelo Riverside na década de 1970 e 1980.
- Powell é um de 27 homens que processam a Riverside Church, acusando o clube de ignorar décadas de abuso cometido pelo treinador Ernest Lorch.
- Lorch, já falecido, era empresário e advogado e comandava o programa de basquete Riverside Hawks; as acusações envolvem assédio e abuso sexual de menores.
- O processo, movido sob a Lei de Vítimas Infantis de 2019, pode testar como o júri encara abusos ocorridos há cinco décadas e a responsabilidade da instituição.
- Riverside Church nega as acusações e afirma que continuará defendendo-se nos litígios, enquanto o caso pode definir um precedente sobre responsabilidade institucional.
O caso move a justiça contra Riverside Church em Nova York, com a seleção de júri iniciando nesta semana no Tribunal Suprema do Estado. Daryl D. Powell, ex-jogador de basquete, é o primeiro réu de uma ação que envolve mais de duas dezenas de homens que alegam abuso sexual na década de 1970 a 1980. As acusações envolvem a Rockets Hawks, o programa esportivo da igreja, e o então treinador Ernest Lorch.
Powell, hoje com 64 anos, alega que foi abusado repetidamente quando era adolescente, enquanto participou do programa de basquete da Riverside Hawks. A ação é movida sob a Lei de Vítimas Infantais de 2019, que permite que vítimas processem pessoas ou organizações por danos ocorridos há décadas. A defesa sustenta que as acusações são contestadas.
A Riverside Church, situada no Upper Manhattan, teve treinadores e executivos influentes ao longo de décadas e já foi associada a atletas de destaque. A instituição nega as acusações e afirma que continuará defendendo-se nos litígios em curso. O caso pode servir como teste sobre a responsabilidade institucional em casos longos.
Contexto e implicações legais
Powell, que jogou em Marist College e teve passagem por Riverside na juventude, descreve um padrão de abuso que se estende por anos. Segundo o relatório conjunto da Rolling Stone com a Sportico, outros ex-jogadores também apontam para o mesmo treinador e para a influência de Lorch para silenciar as vítimas.
A narrativa envolve uso de influência financeira e de redes no esporte para manter sigilo, além de benefícios oferecidos aos jovens atletas. A defesa afirma que Riverside nega as alegações e está preparada para a defesa nos processos. A tramitação pode exigir avaliação de responsabilidades futuras da instituição.
Antes da ação, o programa Riverside Hawks era visto como modelo de base para o esporte juvenil, abrindo portas para atletas alcançarem o nível universitário e profissional. O caso atual questiona até que ponto a organização deveria ter exercido supervisão sobre o treinador.
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