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PF investiga suposta campanha de influenciadores contra o BC no caso Banco Master

Investigação mira indícios de contratações para questionar a liquidação extrajudicial do banco, decretada em novembro de 2025.

Ministro Dias Toffoli durante a Sessão Plenária realizada em 20 de junho de 2024. Foto: Andressa Anholete/STF

A Polícia Federal abriu, em 28 de janeiro de 2026, um inquérito para investigar influenciadores digitais. Segundo denúncias, eles teriam sido procurados para publicar críticas ao Banco Central após decretação da liquidação do Banco Master. A instituição é controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo da investigação é apurar se houve uma ofensiva organizada nas […]

A Polícia Federal abriu, em 28 de janeiro de 2026, um inquérito para investigar influenciadores digitais. Segundo denúncias, eles teriam sido procurados para publicar críticas ao Banco Central após decretação da liquidação do Banco Master. A instituição é controlada pelo banqueiro Daniel Vorcaro.

O objetivo da investigação é apurar se houve uma ofensiva organizada nas redes sociais. A suspeita é de que a ação buscava pressionar órgãos de controle a reverter a decisão do regulador. Para isso, a estratégia era mobilizar em massa a opinião pública. 

Segundo os relatos reunidos na apuração, produtores de conteúdo foram abordados para sustentar a narrativa de que a liquidação teria ocorrido de forma precipitada, sem justificativa técnica. 

A Polícia Federal aponta que as publicações repetiam argumentos parecidos, em tom e formato semelhantes, incluindo a ideia de que “pessoas comuns” seriam prejudicadas e de que o Banco Central teria adotado um rito “incomum” ao decretar a medida.

Liquidação e caso Vorcaro

O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master em novembro de 2025. Na ocasião, em meio ao avanço de investigações que atingiram Vorcaro e integrantes da diretoria do banco, suspeitos de fraudes financeiras. 

Na mesma semana em que a PF abriu o novo inquérito sobre os influenciadores, a Justiça deu início à fase de depoimentos dos investigados no caso principal.

A abertura do inquérito específico sobre a atuação nas redes foi autorizada pelo ministro Dias Toffoli, relator de procedimentos relacionados ao caso no Supremo Tribunal Federal, após análise preliminar de postagens que, segundo a investigação, indicou possível prática de crimes e reforçou a suspeita de coordenação.

Perfis sob suspeita

Antes mesmo da formalização do inquérito, a Polícia Federal já havia elaborado um levantamento interno com uma linha do tempo de publicações contra o Banco Central, entre 9 de dezembro de 2025 e 6 de janeiro de 2026.

O mapeamento identificou ao menos 40 perfis possivelmente acionados no chamado “Projeto DV”, referência às iniciais de Daniel Vorcaro. Em outra frente da investigação, citada por investigadores, esse número sobe para 46 perfis, indicando que o monitoramento ainda está em expansão.

A análise mostra que a ofensiva não se restringiu a páginas de política ou finanças. Há influenciadores de entretenimento, celebridades e também perfis voltados a temas econômicos.

O que as denúncias apontam sobre a abordagem

Influenciadores ouvidos por veículos de imprensa relataram ofertas semelhantes, com pacotes de duração de três meses e previsão de oito postagens mensais, em abordagens feitas em dezembro de 2025. 

Em um dos relatos, a negociação avançaria apenas após assinatura de contrato de confidencialidade, com multa de R$800 mil em caso de quebra de sigilo.

As denúncias ganharam força após relatos públicos de dois influenciadores, Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite, que afirmaram ter recebido propostas para defender o Banco Master e atacar a decisão do Banco Central. 

Quem são os influenciadores que delataram o projeto

Rony de Assis Gabriel

Foto: Divulgação/Câmara Municipal de Erechim. 

Rony de Assis Gabriel é vereador em Erechim, no Rio Grande do Sul, pelo PL, e também produz conteúdo político nas redes sociais. 

Ele nasceu em Vitória, no Espírito Santo, em 11 de julho de 1994, declarou ser empresário e informou ter ensino superior completo. 

Rony se mudou ainda criança para Erechim e se tornou conhecidoganhou fama ao combinar a atuação na Câmara com os conteúdos para internet, chegando a ser o segundo vereador mais votado do município em 2024, com 2.046 votos.

Juliana Moreira Leite


Foto: Reprodução/Revista Cult.

Juliana Moreira Leite é jornalista, escritora e comentarista, conhecida nas redes como “Julie Milk”. 

Ela nasceu no Rio de Janeiro e construiu sua carreira escrevendo e comentando sobre cultura, comportamento e política, com um estilo direto e provocador que ganhou seguidores em plataformas como Instagram, onde soma mais de 1,4 milhão de seguidores.

Juliana também é autora do livro Eu Não Pedi Por Nada Disso, uma obra de memórias com reflexões sociais e pessoais. Em suas publicações e colunas de opinião, ela costuma abordar temas como liberdade de expressão, cultura contemporânea e críticas à grande mídia e à esquerda política brasileira.

Nas redes, ela se destaca por um tom crítico e muitas vezes alinhado a pautas conservadoras, o que a tornou figura conhecida em debates públicos e alvo de discussões sobre papel e influência digital. 

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