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O fim da carteira: sua mão é o novo código de barras 

Parceria entre a brasileira Treeal e a gigante Tencent Cloud traz tecnologia que lê o mapa das veias para autorizar pagamentos e acessos em milissegundos

(Divulgação)

Imagine a cena: você chega à catraca do metrô ou ao balcão da cafeteria. Não há busca pelo celular no fundo da bolsa, nem o tatear de bolsos à procura de um cartão que insiste em se esconder. Você apenas estende a palma da mão sobre um sensor. Em menos de 300 milissegundos, a transação […]

Imagine a cena: você chega à catraca do metrô ou ao balcão da cafeteria. Não há busca pelo celular no fundo da bolsa, nem o tatear de bolsos à procura de um cartão que insiste em se esconder. Você apenas estende a palma da mão sobre um sensor. Em menos de 300 milissegundos, a transação termina. O que parece ficção científica de baixo orçamento acaba de desembarcar no Brasil.

Diferente do reconhecimento facial, que muitas vezes emperra na iluminação ou em acessórios, ou da impressão digital, que exige contato físico e higiene constante, o sistema lê o que está sob a pele. Ele mapeia a arquitetura das veias, um desenho tão particular que nem gêmeos idênticos compartilham. É como se cada indivíduo carregasse uma chave criptográfica viva, impossível de ser esquecida em casa.

No cotidiano, a precisão assusta. A margem de erro para aceitar um impostor é de uma em um bilhão. Para o usuário, a experiência é invisível. A Treeal, que recentemente obteve o sinal verde do Banco Central para atuar como Instituição de Pagamento, trouxe a solução para o mercado local sob dois nomes: UniPay, focado em transações financeiras, e UniPass, desenhado para o controle de acesso em prédios e eventos.

João Santos, CEO da Treeal, aposta na pressa do brasileiro. Ele visualiza o pagamento do “cafezinho com Pix” sendo autorizado por um aceno. A lógica é simples: a burocracia é a inimiga do comércio. Quanto menos etapas entre o desejo e a posse, melhor. Eric Li, da Tencent Cloud, reforça que o Brasil foi escolhido justamente por esse apetite por novidades que simplificam a rotina.

Do ponto de vista técnico, a segurança opera em camadas. O scanner não olha apenas para a superfície. Ele identifica linhas, dobras e até a pigmentação, mas o foco real são os padrões de hemoglobina que fluem pelos vasos sanguíneos. 

O sistema não armazena fotos da sua mão. Ele transforma os traços biológicos em tokens criptografados. Se um invasor tentasse usar uma réplica em silicone ou uma foto em alta resolução, o sensor simplesmente ignoraria o estímulo, pois ele busca vida e fluxo.

A Ásia já validou o modelo. Lá, 50 milhões de pessoas utilizam o sistema para transitar por estações de metrô e escritórios da Tencent, somando dois bilhões de operações anuais. Por aqui, a Treeal agora posiciona a infraestrutura para que empresas de varejo e mobilidade urbana adotem o padrão. 

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