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Fiasco do Brasil em ranking de corrupção tem relação com escândalo do INSS e do Banco Master

O Brasil obteve 35 pontos, em escala que vai de 0 a 10 no Ranking da Transparência Internacional.

O Brasil alcançou apenas 30 pontos do total de 100 e ficou na posição 107 entre 182 países analisados. Imagem: Transparência Internacional.

A corrupção continua um problema grave no Brasil. O país aparece na 107ª posição entre os 182 avaliados pela Transparência Internacional no Índice de Percepção da Corrupção (IPC). O resultado indica que o desempenho brasileiro permanece abaixo da média global, é inferior ao de países com nível de renda semelhante e ainda não mostra recuperação […]

A corrupção continua um problema grave no Brasil. O país aparece na 107ª posição entre os 182 avaliados pela Transparência Internacional no Índice de Percepção da Corrupção (IPC). O resultado indica que o desempenho brasileiro permanece abaixo da média global, é inferior ao de países com nível de renda semelhante e ainda não mostra recuperação consistente após os piores indicadores registrados na última década.

Isso significa que o desempenho do Brasil:
• permanece abaixo da média global;
• é inferior ao de países com nível de renda semelhante;
• ainda não se recuperou dos resultados mais negativos dos últimos anos.

Crime organizado no Estado brasileiro

Segundo a organização, há sinais de maior infiltração do crime organizado em estruturas do Estado. O relatório menciona o aliciamento de autoridades públicas e destaca uma sequência de casos que evidenciaram fragilidades em áreas relevantes da economia formal, como o sistema financeiro e o setor de advocacia. Para a entidade, esses episódios revelam falhas institucionais e riscos crescentes à integridade das políticas públicas.

O documento também cita o escândalo do INSS como exemplo de macrocorrupção recente. A análise aponta que o episódio expôs lacunas profundas de governança e mecanismos de controle interno, além de ter atingido diretamente aposentados e pensionistas em larga escala.

Escândalo do INSS

O caso envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ganhou notoriedade após reportagens do portal Metrópoles apontarem um aumento expressivo nos descontos de mensalidades associativas aplicados diretamente nos benefícios previdenciários. As investigações indicaram que entidades ampliaram significativamente a arrecadação por meio dessas cobranças, muitas vezes sem transparência sobre a autorização dos segurados ou sobre os serviços oferecidos.

De acordo com as reportagens, a arrecadação teria alcançado cerca de R$ 2 bilhões em apenas um ano, enquanto milhares de processos judiciais passaram a questionar possíveis fraudes nas filiações. As denúncias levantaram suspeitas sobre falhas nos mecanismos de fiscalização do INSS, já que os descontos eram realizados diretamente na folha de pagamento dos beneficiários. O episódio intensificou a pressão por mudanças nas regras de controle e por investigações mais amplas.

Emendas-bolsão

Outro ponto destacado pelo relatório envolve o uso de emendas parlamentares. A organização passou a chamar de “emendas-bolsão” aquelas aprovadas com descrições genéricas, como “aquisição de equipamentos”. Posteriormente, os valores são divididos em dezenas ou até centenas de pequenas despesas, dificultando o rastreamento do dinheiro público e a identificação clara do parlamentar responsável e dos destinatários finais dos recursos.

Foram identificadas 28 emendas com esse perfil. Parte das verbas foi direcionada a órgãos que já enfrentaram críticas por problemas de gestão e suspeitas de irregularidades, como a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS). Para a Transparência Internacional, o modelo amplia a opacidade no uso de recursos públicos e dificulta a responsabilização.

Pior posição

Mesmo com uma alta de um ponto em relação ao ano anterior, o Brasil manteve sua pior colocação histórica, a 107ª, com 35 pontos em uma escala que vai de 0 a 100, quanto menor a nota, maior a percepção de corrupção. A organização afirma que essa variação não é estatisticamente significativa e mantém o país bem abaixo da média global e da média das Américas, ambas em 42 pontos.

Segundo o diretor-executivo da Transparência Internacional-Brasil, Bruno Brandão, embora o país tenha chamado atenção internacional por decisões do Supremo Tribunal Federal relacionadas à responsabilização de envolvidos em ataques à democracia, também repercutiu negativamente por casos recentes de macrocorrupção, como os episódios ligados ao INSS e ao Banco Master. Para ele, a corrupção continua a corroer instituições e exige prioridade no debate público.

O Índice de Percepção de Corrupção

• O IPC é considerado o principal indicador global sobre corrupção e é elaborado a partir da análise de até 13 fontes independentes, reunindo a percepção de especialistas, pesquisadores e executivos sobre práticas corruptas no setor público e mecanismos de prevenção.
• Na comparação internacional, o Brasil aparece próximo de países como Sri Lanka, que também somou 35 pontos, e atrás de Argentina, Belize e Ucrânia, com 36.
• Entre os melhores colocados estão Dinamarca (89 pontos), Finlândia (88) e Cingapura (84), enquanto Somália e Sudão do Sul aparecem nas últimas posições, com 9 pontos cada.

Embora reconheça avanços pontuais, a organização afirma que a resposta do governo a alguns escândalos foi lenta e marcada por disputas políticas, o que mantém a percepção de que o combate à corrupção segue sem avanços consistentes.

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