A maioria dos jovens brasileiros é contrária à legalização do aborto, segundo pesquisa do PoderData divulgada em fevereiro de 2026. O levantamento indica que 68% da população se opõe à liberação do procedimento no país, o maior índice desde o início da série histórica, em janeiro de 2021. Outros 22% se dizem favoráveis, enquanto 10% […]
A maioria dos jovens brasileiros é contrária à legalização do aborto, segundo pesquisa do PoderData divulgada em fevereiro de 2026. O levantamento indica que 68% da população se opõe à liberação do procedimento no país, o maior índice desde o início da série histórica, em janeiro de 2021. Outros 22% se dizem favoráveis, enquanto 10% não souberam opinar.
O recorte por faixa etária chama atenção: entre brasileiros de 25 a 44 anos, grupo que reúne millennials e parte da geração Z, 70% se posicionam contra a liberação do aborto. Já entre pessoas com mais de 60 anos, o percentual de apoio é maior (25%), embora a maioria também se declare contrária.
A pesquisa ouviu 2.500 pessoas entre os dias 24 e 26 de janeiro, em 111 municípios das 27 unidades da federação. As entrevistas foram feitas por telefone, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
52% da geração Z e 51% dos millenials se identificam como de direita, enquanto 57% dos baby boomers se declaram como de esquerda
O crescimento da rejeição ao aborto acompanha mudanças mais amplas no perfil ideológico das novas gerações. Levantamento da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgado em dezembro, apontou que 52% da geração Z se identifica como de direita ou centro-direita, assim como 51% dos millennials. Entre os baby boomers, 57% se declaram de esquerda ou centro-esquerda.
Relatórios internacionais indicam tendência semelhante. Estudo da Ipsos sobre percepções globais do aborto mostra que o apoio à prática varia entre gerações e países, mas revela que parte significativa dos jovens demonstra posições mais conservadoras em temas de costumes.
No Brasil, a legislação não pune o aborto em três situações: quando há risco à vida da gestante; quando a gravidez resulta de estupro; e em casos de anencefalia fetal, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal de 2012.
Os dados mais recentes reforçam que, no debate sobre o aborto, os jovens brasileiros hoje aparecem como o grupo mais resistente à ampliação da legalização no país.
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