- Belarus revelou a intenção de participar da reunião inaugural da Board of Peace, em Washington, mas não recebeu os vistos necessários.
- O ministro de Relações Exteriores, Maxim Ryzhenkov, deveria comparecer; o Ministério informou que, apesar de cumprir os procedimentos, os vistos não foram emitidos.
- O convite para Lukashenko participar da Board of Peace, apresentado pelos EUA, foi inicialmente feito a ele.
- Trump tem buscado normalizar relações com Belarus, aliviando algumas sanções em troca da libertação de pessoas consideradas prisioneiras políticas.
- A reunião contou com representantes de quarenta e sete nações e foi criada para tratar de Gaza e expandir para outros conflitos globais.
Belarus, aliada próxima da Rússia, afirmou nesta quinta-feira ter recebido a rara — e negada — oportunidade de participar da reunião inaugural da Board of Peace, em Washington. A comitiva esperava chegar aos EUA para o encontro, porém não obteve os vistos necessários.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Belarus, o chanceler Maxim Ryzhenkov deveria comparecer ao evento e o lado norte-americano foi informado. Mesmo cumprindo os procedimentos exigidos, os vistos não foram concedidos à delegação.
O governo belarusso destacou que o convite para Lukashenko partiu dos EUA, como parte do processo de normalização envolvendo a libertação de presos. Lukashenko está no poder desde 1994 e já foi chamado de “líder amplamente respeitado” por Trump, versão recebida com ceticismo por opositores exilados.
Participação e vistos
Ao menos 47 países participaram da reunião da Board, criada por Trump em setembro para tratar de Gaza e ampliar o foco a outros conflitos. A ausência de Belarus marca, segundo analistas, uma oportunidade perdida para diálogo entre as partes envolvidas. A Trump não participou presencialmente e a organização ficou a cargo dos EUA.
A assessoria de Trump já sinalizou que a iniciativa visa facilitar negociações e liberar prisioneiros. A situação de Belarus permanece sob sanções ocidentais por questões de direitos humanos, com desdobramentos diplomáticos ainda em andamento.
Fonte: Reuters.
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