- O ministro do STF, André Mendonça, determinou que a CPMI do INSS não tenha acesso aos dados e objetos de Daniel Vorcaro armazenados na sala-cofre do Senado, com retirada “com extrema urgência”.
- A PF deve recolher do local tudo o que se refira apenas à vida privada do investigado.
- A atuação busca identificar quem violou o sigilo funcional ao vazar dados sigilosos do gabinete, ainda que haja indícios de que um assessor entrou no local com óculos equipados com câmera.
- Vorcaro é acusado de emitir títulos de crédito fraudulentos, em um esquema que movimentou cerca de R$ 12 bilhões; investigações apontam milícia privada para monitorar opositores e levaram ao suicídio de um preso conhecido como “Sicário”.
- A quebra de sigilo telemático revelou contatos dele com autoridades, incluindo presidentes da Câmara e do Senado e ministros do STF, além de conversas com a namorada do investigado.
O ministro do STF André Mendonça determinou que a CPMI do INSS não tenha acesso aos dados e objetos do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, armazenados na sala-cofre do Senado. A decisão foi publicada nesta segunda (16) e exigiu a retirada de material da vida privada do investigado com urgência.
A medida faz parte de apuração sobre possível violação de sigilo funcional ao vazar informações sensíveis. Mesmo assim, relatos indicam que um assessor teria entrado no local com óculos com câmera acoplada. Vorcaro é apontado como suspeito de emitir títulos de crédito fraudulentos.
Daniel Vorcaro é acusado de movimentar cerca de 12 bilhões de reais em um esquema ligado a títulos de crédito. Investigações apontam ainda a existência de uma milícia privada para monitorar opositores, cuja atuação teria culminado no suicídio do presidiário Luiz Phillipi Mourão, conhecido como Sicário.
Contexto da CPMI
A CPMI investiga se há relação entre a fraude no Banco Master e supostos descontos associativos fraudulentos no INSS. Parlamentares discutem, ainda, a instalação de uma CPI ou uma nova CPMI do Banco Master. O tema tem dividido a Câmara e o Senado.
Presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, aparecem citados em contatos telemáticos de Vorcaro, segundo a quebra de sigilo. Advogados próximos a Moraes e Toffoli também aparecem, bem como a esposa de Moraes, Viviane Barci, e o sócio Mágino Alves Barbosa Filho.
Os envolvendo dados geraram questionamentos sobre a privacidade do investigado, incluindo conversas com a namorada de Vorcaro, a influenciadora Martha Graeff. As apurações buscam esclarecer vínculos entre as operações financeiras e possíveis pressões políticas.
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