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Irã convoca corrente humana em usinas; 14 milhões se voluntariaram

Com prazo de Trump, Irã convoca milhares para defesa nacional em volta de usinas e amplia ameaça a infraestruturas, em meio à tensão com EUA e Israel

Reuters - Donald Trump
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  • Com prazo de Trump próximo do fim, o Irã diz que terminará às 21h desta terça-feira (7) e pediu que jovens formem correntes humanas ao redor das usinas de energia.
  • Uma emissora estatal iraniana informou que 14 milhões de pessoas se voluntariaram para lutar contra os Estados Unidos e Israel, caso haja invasão por terra.
  • A Guarda Revolucionária Islâmica ampliou ameaças a infraestruturas energéticas e disse ter atacado bases e interesses dos EUA no Golfo Pérsico, com uso de mísseis, drones e navios.
  • O presidente Donald Trump afirmou que o Irã “pode ser derrotado em uma noite” e que essa noite pode ser amanhã.
  • Israel alertou a população iraniana para evitar viagens de trem até a noite desta terça, enquanto o Conselho de Direitos da ONU agenda votação sobre a reabertura do estreito de Ormuz.

Com o prazo de Trump ao Irã se aproximando, o regime iraniano mobilizou voluntários e pediu correntes humanas em torno de usinas de energia, alvo estratégico de Washington. A cotação de tempo vence às 21h desta terça (7).

Ao mesmo tempo, a TV estatal informou que 14 milhões de pessoas se voluntariaram para lutar contra EUA e Israel, caso haja invasão terrestre. O Irã tem aproximadamente 90 milhões de habitantes. A cifra anterior foi divulgada na semana passada, elevando o número divulgado pelo Parlamento.

O regime também convocou soldados aposentados, e a força Basij, ligada à Guarda Revolucionária, começou a aceitar combatentes a partir de 12 anos. A escalada de recrutamento ocorre em meio a tensões crescentes com os Estados Unidos.

IRGC amplia retaliação

A Guarda Revolucionária afirmou que pode atingir infraestruturas energéticas da região e privar o Irã de petróleo e gás por anos, caso Washington cruze as linhas vermelhas. O grupo disse, em comunicado divulgado via Telegram, ter ampliado o alcance de ataques na chamada “onda 99”.

Segundo a IRGC, forças navais e aeroespaciais atingiram bases e interesses dos EUA no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, além de centros militares em territórios palestinos ocupados. A ofensiva incluiria mísseis balísticos, de cruzeiro e drones.

Desdobramentos regionais

Na primeira fase, o grupo afirma ter atingido complexos petroquímicos vinculados a empresas americanas na Arábia Saudita, como ExxonMobil, Dow Chemical, Chevron Phillips e Sadra, nas regiões de Al-Jubail e Al-Juaymah. O anúncio também cita um ataque a um navio porta-contêineres próximo a Khor Fakkan, nos Emirados Árabes, e ataques a uma posição de porta-aviões dos EUA no Oceano Índico.

A Guarda afirmou que a destruição do navio serve como aviso a embarcações que cooperem com EUA e Israel, e disse ter deixado de lado critérios de contenção anteriormente adotados. Reiterou que não visa civis, mas prometeu retaliação a ataques a instalações civis iranianas.

Reações políticas e diplomáticas

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã pode ser derrotado rapidamente, afirmando que “essa noite pode ser amanhã” em referência a ações militares. A fala ocorreu durante uma coletiva na Casa Branca sobre a operação de resgate de um piloto abatido.

Israel pediu cautela à população iraniana, alertando para evitar viagens de trem até a noite de hoje, sinalizando planos de ataques a infraestrutura ferroviária iraniana. O Irã bloqueou parte do acesso à internet no início do conflito.

Contexto internacional

O Conselho de Segurança da ONU planeja votar para permitir a reabertura do estreito de Ormuz, mas enfrenta resistência de Rússia e China. Enquanto isso, o Oriente Médio permanece em choque, com múltiplos ataques entre Irã, Israel e aliados regionais.

O Comando Central dos EUA informou ter atingido mais de 13 mil alvos no Irã desde o início da guerra, em 28 de fevereiro. A Ponte entre a Arábia Saudita e o Bahrein foi fechada por precaução.

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