- O estreito de Hormuz ainda não voltou ao tráfego normal; nas primeiras 24 horas do cessar-fogo, apenas entre quatro navios com AIS ativo passaram, segundo dados, e outra fonte aponta onze embarcações.
- O Irã mantém posição unilateral para abrir o estreito e planeja cobrar tarifas de passagem, em desacordo com o espírito do acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã.
- O Corpo das Guardas Revolucionárias iraniano (IRGC) divulgou rotas marítimas alternativas por possível risco de minas, afirmando que navios devem coordenar passagem com o Irã.
- Diversas versões sobre os termos do cessar-fogo surgem, com EUA e Irã mostrando leituras diferentes, enquanto Teerã busca controlar as condições de passagem pelo estreito.
- Omã afirmou que não cobrará tarifas e que Hormuz é passagem natural, defendendo respeito aos acordos internacionais; sem Omã, o cumprimento do cessar-fogo fica ainda mais complexo.
O estreito de Hormuz permanece sem retorno pleno ao tráfego normal, apesar do acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã. O regime iraniano mantém posição unilateral de bloquear a passagem, divergindo do parecer de reativação do corredor marítimo.
Pouco mais de 24 horas após o anúncio do cessar-fogo, a navegação de petróleo e gás não decolou de imediato. O Irã havia declarado, na terça, que garantiria navegação segura durante o cessar-fogo.
Dados de rastreamento mostram que apenas quatro cargueiros a granel passaram pelo estreito na primeira passagem, com AIS ativo. Números de uma segunda fonte indicaram 11 navios na primeira 24h.
Esse registro não inclui o que especialistas chamam de dark fleet, navios com transponders desligados para evitar sanções. Outros apontam ainda para possíveis posições falsas de navios.
O IRGC publicou nota citando rotas marítimas alternativas como precaução contra colisões com minas, alegando possível uso de minas no estreito desde o início do conflito.
A declaração também convocou navios a seguir rotas alternativas para manter a segurança. Em seguida, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã afirmou que o estreito está aberto, desde que haja coordenação com o país.
Khatibzadeh disse a uma emissora britânica em Teerã que qualquer embarcação que se comunique com autoridades iranianas tem permissão para passagem. O governo vê a situação como resultado da imposição de fortes controles.
Tanto EUA quanto Irã afirmaram vitória após o acordo de cessar-fogo, com versões divergentes sobre termos, incluindo a reabertura do tráfego no estreito e a cobrança de tarifas de passagem.
A falta de clareza gerou preocupação sobre o cumprimento do acordo, já que o Irã deu sinais de impor condições sob coordenação com forças armadas e instituições iranianas.
Oman rejeitou as propostas de cobrança de tarifas pelo estreito durante o cessar-fogo, reafirmando compromisso com a Lei do Mar e com os princípios internacionais de navegação.
Saeed bin Hamoud bin Saeed al Maawali, ministro dos Transportes de Omã, enfatizou que o estreito é passagem natural e não pode ser taxado segundo acordos internacionais assinados pelo Sultanato.
Entre na conversa da comunidade