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A corrida eleitoral já começou: saiba quem são os pré-candidatos à Presidência da República que irão disputar votos em 2026

Com candidaturas ainda não oficializadas, eleição presidencial reúne figuras consolidadas, herdeiros políticos e nomes que tentam romper a polarização.

Lula e Flávio Bolsonaro são os principais concorrentes à presidência da República. Imagem: CNN.

A poucos meses das convenções partidárias, o cenário da eleição presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos. Embora a lista de possíveis candidatos seja extensa, um grupo mais restrito concentra, até agora, maior densidade política e eleitoral. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para tentar a […]

A poucos meses das convenções partidárias, o cenário da eleição presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos. Embora a lista de possíveis candidatos seja extensa, um grupo mais restrito concentra, até agora, maior densidade política e eleitoral.

De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se prepara para tentar a reeleição. Do outro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) surge como o principal nome ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível.

Entre esses polos, outras candidaturas tentam se viabilizar, algumas com trajetória consolidada, outras apostando em espaço fora da disputa principal.

Quem são os principais nomes

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

Nascido em Caetés (PE), Lula construiu sua trajetória política a partir do movimento sindical no ABC paulista, onde ganhou projeção nacional como liderança das greves metalúrgicas no fim dos anos 1970. Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e disputou a Presidência da República pela primeira vez em 1989.

Após três tentativas, foi eleito em 2002 e reeleito em 2006, governando o país até 2010. Deixou o cargo com alta popularidade e voltou ao centro da política nacional anos depois. Em 2018, foi impedido de disputar a eleição com base na Lei da Ficha Limpa, após condenação que acabou sendo anulada pelo Supremo Tribunal Federal em 2021, sob o entendimento de parcialidade do então juiz do caso.

Em 2022, venceu novamente a eleição presidencial e iniciou seu terceiro mandato em 2023. Em 2026, busca a reeleição, o que pode levá-lo a um quarto mandato à frente do país.

  • Flávio Bolsonaro (PL)

Nascido no Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro iniciou a carreira política ainda jovem, sendo eleito deputado estadual em 2002. Permaneceu na Assembleia Legislativa do Rio por quatro mandatos consecutivos, consolidando sua base eleitoral no estado.

Em 2018, foi eleito senador com mais de 30% dos votos válidos, já inserido em um contexto de forte projeção nacional da família Bolsonaro. Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tornou-se uma das principais figuras políticas do grupo.

Após a inelegibilidade do ex-presidente, passou a ser o nome escolhido para representar esse campo político na eleição de 2026. Sua candidatura carrega tanto o capital político herdado quanto o desafio de se afirmar como liderança própria no cenário nacional.

  • Ronaldo Caiado (PSD)

Médico ortopedista de formação, Ronaldo Caiado construiu uma trajetória política de décadas. Ganhou projeção nacional ainda nos anos 1980, quando participou da fundação da União Democrática Ruralista (UDR), organização ligada ao setor agropecuário.

Foi candidato à Presidência da República em 1989, nas primeiras eleições diretas após o regime militar, e, no ano seguinte, iniciou uma longa carreira como deputado federal, cargo que ocupou por cinco mandatos consecutivos. Em 2014, foi eleito senador por Goiás.

  • Romeu Zema (Novo)

Em 2018, venceu a eleição para o governo de Goiás e foi reeleito em 2022. Com perfil ligado ao agronegócio e forte presença política no Centro-Oeste, chega à disputa de 2026 como o nome escolhido pelo PSD.

Empresário e administrador formado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Romeu Zema construiu sua carreira no setor privado antes de ingressar na política. Foi executivo do Grupo Zema, empresa familiar com atuação no varejo, até decidir disputar eleições.

Em 2018, foi eleito governador de Minas Gerais em sua primeira candidatura, surpreendendo ao vencer no segundo turno. Em 2022, foi reeleito ainda no primeiro turno, consolidando sua posição como uma das principais lideranças políticas do estado.

Sua trajetória é frequentemente associada a uma gestão voltada para o setor privado e à tentativa de projetar esse perfil no cenário nacional. Em 2026, aparece como um dos nomes que buscam espaço na disputa presidencial.

O governandor de Minas Gerais, Romeu Zema, também anunciou a pré-candidatura. Imagem: NOVO.
  • Aldo Rebelo (DC)

Jornalista e escritor, Aldo Rebelo tem uma das trajetórias políticas mais longas entre os pré-candidatos. Foi deputado federal por cinco mandatos e presidiu a Câmara dos Deputados entre 2005 e 2007.

Ao longo da carreira, ocupou diferentes ministérios, como Defesa, Ciência e Tecnologia e Esporte, em governos distintos, o que lhe deu trânsito em diferentes áreas da administração pública.

Com passagem por partidos de esquerda ao longo de sua trajetória e mudanças de posicionamento ao longo dos anos, Rebelo tenta, em 2026, voltar ao centro do debate político como candidato à Presidência.

Aldo Rebelo fez história no PCdoB, mas recentemente se filiou ao Democracia Cristã. Imagem: CNN.
  • Renan Santos (Missão)

Empresário e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos ganhou notoriedade a partir das mobilizações políticas da década de 2010. Participou da articulação de movimentos que tiveram papel relevante no cenário político nacional daquele período.

Nos anos seguintes, buscou estruturar uma carreira política própria e participou da criação do partido Missão, aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral em 2025.

Sua candidatura aposta na força das redes sociais e na tentativa de dialogar com um público mais jovem, ainda que enfrente o desafio de ampliar seu reconhecimento nacional fora desse nicho.

O MBL lançou Renan Santos, um de seus fundadores, como pré-candidato ao cargo. O movimento faz sucesso entre os jovens de direta. Imagem: Reprodução.

Conheça outros nomes no radar

A disputa ainda pode incluir nomes como Ciro Gomes, ex-governador e ex-ministro com histórico de candidaturas presidenciais; Augusto Cury, médico e escritor; Cabo Daciolo, ex-deputado federal; além de lideranças partidárias e ativistas políticos que buscam espaço no debate nacional.

Um cenário em formação

Apesar da quantidade de nomes, a eleição ainda está longe de definida. A oficialização das candidaturas ocorrerá apenas em 16 de agosto de 2026, quando começa, de fato, a campanha eleitoral, com regras mais claras e disputa aberta pelo voto.

Até lá, o cenário permanece em movimento, sujeito à formação de alianças, à consolidação de candidaturas e à resposta do eleitorado nas pesquisas. Mais do que uma simples lista de pré-candidatos, o que se desenha neste momento é um embate em construção, marcado pela convivência entre continuidade, herança política e tentativas de renovação.

O desfecho, como mostram eleições recentes, tende a ser definido menos pelo número de nomes e mais pela capacidade de cada candidato de transformar capital político em apoio real nas urnas.

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