- O STF discute se a eleição para o mandato tampão de governador do Rio deve ser indireta (deputados escolhem) ou direta (eleição popular), após a renúncia de Cláudio Castro.
- Se for indireta, o deputado Douglas Ruas (PL) é favorito; se for direta, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) é apontado como favorito e tende a concorrer novamente em outubro, com apoio de Lula.
- O julgamento já teve votos a favor de cada opção e depende de dois ministros, entre eles Dias Toffoli e Edson Fachin, para completar o placar.
- No campo da indireta, Ruas aparece como candidato do PL, contando com votos de União Brasil, PP e outros; no campo da direta, Paes lidera com apoio de o presidente Lula.
- A discussão envolve ainda a Constituição do Rio de Janeiro e o Código Eleitoral, além de quem fica interinamente no governo até a definição da Justiça.
Ministros do STF continuam em embate sobre a forma de a eleição indireta para o governador do Rio ocorrer após a renúncia de Cláudio Castro. O impasse envolve se a escolha deve ficar com 70 deputados da Assembleia ou ocorrer de modo direto pela opinião pública. A decisão pode favorecer a direita, dependendo do caminho escolhido.
Se a eleição ficar com deputados, o PL passa a ter folga na maioria para eleger o substituto. O deputado Douglas Ruas é apontado como favorito nesse cenário, devido à posição dominante do seu partido na Alerj. Ruas poderia ganhar maior visibilidade e viabilidade de reeleição em outubro, em pleito complementar e indireto.
Caso o STF decida pela eleição direta, o ex-prefeito Eduardo Paes, do PSD, aparece como principal concorrente. Paes é amplamente conhecido no estado e já se mostraria favorito para o pleito de outubro, buscando a reeleição. O apoio formal do presidente Lula, do PT, é citado entre os fatores que fortalecem a candidatura de Paes.
O julgamento envolve críticas entre tribunais superiores: o relator atual é Luiz Fux, com divergência entre Alexandre de Moraes, que defende eleição direta, e Cármen Lúcia, favorável à eleição indireta. Outros ministros também já votaram, consolidando, em parte, o empate registrado no início do processo.
O grupo que defende eleição indireta sustenta que a linha constitucional do Rio, associada à prática do TSE, permite a escolha pelos deputados em casos de renúncia em mandato tampado. Em contrapartida, a ala favorável à eleição direta aponta para o Código Eleitoral em vigor e para o objetivo de manter o equilíbrio institucional diante da vacância do cargo.
O cenário político no Rioفاعل também envolve negociações de alianças. Na prática, caso a eleição seja indireta, Ruas conta com uma aliança que, somando votos de PL, União Brasil e PP, pode aproximar-se da maioria necessária para vencer. Já Paes, apoiado por um bloco anterior ao redor do PSD e de partidos aliados, enfrenta obstáculos pela fragmentação de apoios.
Entre rumores e movimentações, houve troca de mensagens e posicionamentos públicos que alimentaram discussões em redes sociais e em sessões da Câmara Municipal do Rio. Parlamentares ligados a Paes e Ruas criticaram estratégias opostas e defenderam a legitimidade do pleito, conforme o entendimento vigente de cada grupo.
A legalidade do processo permanece dependente de decisão de dois ministros do STF, após o pedido de vista feito por Flávio Dino. O acórdão do TSE, ainda não publicado, é aguardado para orientar o desfecho do julgamento. Enquanto isso, o governador interino permanece no cargo, com a pauta institucional em compasso de espera.
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