- O presidente argentino Javier Milei fará uma viagem oficial a Israel na sexta-feira, 17 de abril, já tendo visitado o país duas vezes desde dezembro de 2023.
- Está prevista a concretização da promessa de campanha de transferir a embaixada da Argentina de Tel Aviv para Jerusalém durante a visita.
- Milei receberá a Medalha Presidencial de Honra, concedida pelo presidente de Israel, Isaac Herzog, durante as celebrações do Dia da Independência. Ele já havia recebido o Prêmio Genesis, considerado o “Nobel Judaico”, em 2025.
- O governo Milei tem posição favorável a Israel: pediu a prisão internacional de responsáveis pelo atentado à Amia em 1994 e defendeu Israel em organismos internacionais, incluindo a ONU.
- Entre 2025 e 2026, a Argentina integrou o Conselho da Paz de Donald Trump e designou a Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista; Tehrani, representante do Irã, foi declarado persona non grata no país.
Javier Milei viajará a Israel nesta sexta-feira (17) para a terceira visita oficial desde a posse, em dezembro de 2023. A agenda inclui encontros com autoridades israelenses e cerimônias oficiais, além de avançar na promessa de transferir a embaixada argentina de Tel Aviv para Jerusalém. Detalhes foram divulgados pela presidência argentina.
O objetivo da viagem é consolidar relações com Israel e ampliar o apoio político manifestado pelo governo Milei. O presidente argentino também deve receber a Medalha Presidencial de Honra, concedida por Isaac Herzog, durante as celebrações do Dia da Independência de Israel, em 21 e 22 de abril.
Milei é visto como um dos principais aliados de Israel na região, em contraste com o presidente brasileiro Lula, que criticou a atuação israelense na Faixa de Gaza. O gesto de reconhecer a relação de Milei com o Estado israelense tem sido destacado pela mídia internacional.
Atribuições e reconhecimentos
Herzog elogiou Milei por liderar uma política de apoio a Israel, levando em conta a relação emocional do argentino com o povo israelense. O comunicado foi divulgado pelo gabinete do presidente israelense na segunda-feira (13).
No exterior, Milei já recebeu prêmios por seu apoio a Israel. Em 2024, houve uma homenagem na cidade de Miami pela comunidade judaica local. Em 2025, foi reconhecido com o Prêmio Genesis, considerado o “Nobel Judaico”, pela primeira vez concedido a um chefe de Estado.
Medidas e posicionamentos
Entre as ações do governo Milei constam a defesa de exigir responsabilidades pelo atentado à Amia, em Buenos Aires, ocorrido em 1994, com a busca pela prisão internacional de Ahmad Vahidi, então ministro do Interior do Irã. A pasta de Relações Exteriores destacou a responsabilidade do Irã nesses ataques históricos.
Em setembro de 2024, Milei discursou na ONU apontando críticas à atuação do organismo, afirmando que a ONU vota contra Israel com frequência e ressaltando a defesa de Israel perante o terrorismo. O posicionamento gerou repercussões diplomáticas internacionais.
Controvérsias e reações
Em novembro de 2024, Milei comentou a decisão do Tribunal Penal Internacional de emitir mandados de prisão contra Benjamin Netanyahu e o ministro Yoav Gallant, defendendo o direito de Israel de se defender. A manifestação enfatizou ataques de grupos como Hamas e Hezbollah.
Em junho de 2025, durante visita ao Parlamento de Israel, Milei participou de debates sobre políticas regionais e criticou a ativista Greta Thunberg. O episódio ocorreu no contexto de discussões sobre auxílio humanitário na Faixa de Gaza e cessar-fogo na região.
Avanços recentes
Ainda em 2025, Milei aceitou convite para integrar o Conselho da Paz, promovido pelos EUA, após o cessar-fogo em Gaza. A designação seguiu ao reconhecimento de Israel como parceiro estratégico e ao apoio a diferentes iniciativas para a estabilidade na região.
Em março de 2026, o governo argentino anunciou a designação da Guarda Revolucionária do Irã como organização terrorista. A decisão levou em consideração os históricos ataques à Embaixada de Israel e à Amia, ocorridos na década de 1990.
Contexto regional
A atuação de Milei tem contribuído para consolidar uma linha de apoio bilateral com Israel na América Latina. A relação inclui cooperação diplomática, econômica e de segurança, com destaque para avaliações positivas do governo israelense sobre o alinhamento argentino.
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