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Jean-Michel Jarre pede que música e cinema adotem IA

Jean-Michel Jarre pede às indústrias de música e cinema que abracem a IA, não a temam, para ampliar criatividade e possibilidades de expressão

Jarre, a 70s-era pioneer of electronic music, says artists will use AI ‘to create … the techno of tomorrow, the rock’n’roll of tomorrow’. Photograph: Stéphane de Sakutin/AFP/Getty Images
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  • Jean-Michel Jarre pediu às indústrias de música e cinema que abracem a IA, em vez de serem anti-AI.
  • Ele disse que a IA não deve eliminar talentos, mas ampliar a cinema, o hip‑hop, o techno e o rock do futuro.
  • A posição dele contrasta com o medo de artistas como Elton John e Dua Lipa, que temem uso de material com direitos autorais sem autorização.
  • Jarre afirmou que a IA é um “far west” e que é preciso estabelecer regras, defendendo a IA como imaginação aumentada.
  • O músico, que já usa IA desde 2018, acompanhava o lançamento do segundo festival de IA no cinema em Cannes, no qual atua como embaixador.

Jean-Michel Jarre pediu que as indústrias de música e cinema abracem a inteligência artificial em vez de teme-la. O apelo foi feito durante o lançamento do 2º festival de cinema com IA em Cannes, na França. Jarre enfatizou que a IA não elimina o talento, mas pode ampliar possibilidades criativas.

O músico francês destacou o conservadorismo do setor diante da tecnologia e disse que a IA pode impulsionar cinema, hip-hop, techno e rock do amanhã. Segundo ele, pioneiros do cinema já adotaram imagens em movimento e som no século XX, o que serve de comparação para a IA hoje.

Jarre afirmou que a IA, usada de forma responsável, é uma ferramenta de ampliação criativa. Ele mencionou que as técnicas já existiam antes, e que o uso da IA pode gerar novas formas de expressão sem reduzir o papel dos artistas. O artist preferiu chamar a IA de augmentação da imaginação.

Contexto da indústria

Jarre revelou que já utiliza IA desde 2018 em seus trabalhos, destacando a necessidade de estabelecer regras claras. Ele também lembrou que a cópia de conteúdos é uma prática antiga que, sob o escrutínio atual, exige equilíbrio entre inovação e direitos autorais.

O artista, de 77 anos, já apoiou entidades de defesa de creators e possui histórico de liderança na sua área. Ele participa como embaixador do festival de IA em Cannes e busca promover um diálogo entre tecnologia e criação sem desvalorizar o talento humano.

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