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Comunidade judaica de Teerã enfrenta ataques, apesar de bombardeio a sinagoga

Teerã: membros da comunidade judaica celebraram a Páscoa no Rafi’ Nia minutos antes da sinagoga ser destruída em ataque descrito como dano colateral

Asef, 65, was at the Rafi’ Nia synagogue the night before it was bombed in an Israeli airstrike.
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  • Na noite de 6 de abril, membros da comunidade judaica de Teerã realizaram um serviço de Páscoa na sinagoga Rafi’ Nia, no centro da capital.
  • Horas depois, um ataque aéreo israelense destruiu completamente a sinagoga; não houve feridos, embora um funcionário estivesse no escritório.
  • Na manhã seguinte, moradores reviraram os escombros em busca de pertences; foram recuperados poucos livros religiosos e três rolos da Torah.
  • O Exército de Israel descreveu a destruição como “dano colateral” decorrente do alvo de um comandante; a comunidade condenou o ataque.
  • A comunidade judaica no Irã é a maior e mais antiga fora de Israel, com cerca de trinta sinagogas e presença histórica mantida em Teerã, Isfahan e Shiraz.

Na noite de 6 de abril, a comunidade judaica de Teerã participou de um serviço de Páscoa na sinagoga Rafi’ Nia, mesmo com ataques aéreos liderados pelos EUA e Israel em território iraniano. O encontro ocorreu no centro de Teerã, em um salão dim, decorado com tapetes persas e cortinas verde-menta. A sinagoga foi destruída na sequência dos bombardeios, ainda na manhã seguinte.

A cerimônia foi realizada com os fiéis mantendo tradições antigas, incluindo a leitura de trechos da Torá. A expectativa de paz contrapunha o risco de guerra, dizem membros da comunidade. Um veterano da congregação relatou que o objetivo era não deixar que o conflito interrompesse a prática religiosa.

No dia seguinte à missa, a construção ficou reduzida a escombros. Não houve feridos graves; apenas um funcionário estava na sede no momento da explosão. A avaliação inicial apontou que a destruição ocorreu como dano colateral a um ataque que mirava um comandante, segundo temperamentos das forças envolvidas.

O impacto atingiu também a comunidade iraniana, que representa o maior grupo judeu fora de Israel, com profundas raízes históricas. Parlamentares locais e líderes da comunidade expressaram luto pela perda de parte do patrimônio religioso, bem como indignação com o ataque.

Histórica e demograficamente, o judaísmo em Irã possui cerca de 30 sinagogas ativas e escolas ligadas a uma presença que data de milênios. A relação entre o governo iraniano e o Estado de Israel é tensa, mas o governo afirma que o conflito é político e não religioso.

Analistas estrangeiros destacam que a tensão entre Irã e Israel envolve múltiplos fatores geopolíticos, incluindo a oposição a políticas de ambos os lados. Em Teerã, a reação entre membros da comunidade judaica oscila entre o medo e a determinação de manter tradições e presença local.

Pesquisadores e jornalistas que acompanham o tema lembram que, após a revolução de 1979, parte da população judaica migrou ou permaneceu sob restrições. Hoje, relatos indicam que muitos preservam identidades dual, iraniana e judaica, convivendo em espaços comunitários em Teerã, Isfahan e Shiraz.

A comunidade ressalta a necessidade de proteção de locais de culto e de respeito às tradições, apesar da violência em curso na região. O episódio de Teerã é visto como parte de um conflito mais amplo, que afeta populações civis e patrimônios culturais.

Fonte: The Guardian.

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