- A Lufthansa vai cortar 20.000 voos de curta distância neste verão, afirma que o aumento dos preços do combustível tornou muitas trajetórias não lucrativas.
- O preço do combustível para jato dobrou desde o início da guerra entre EUA e Israel com o Irã, com impactos na produção e no transporte na região do Oriente Médio.
- Outras empresas aéreas, como KLM–França e Delta, também reduziram some voos e/ou aumentaram tarifas para repassar custos.
- A Lufthansa informou que reduzirá a rede europeia, mantendo acesso à rede global, especialmente ligações de longo percurso, com economia prevista de cerca de 40 mil toneladas métricas de combustível para jato.
- A decisão acompanha o fechamento já acelerado do CityLine, programa europeu da empresa, devido ao aumento dos preços do querosene e a disputas trabalhistas.
Lufthansa anunciou a redução de 20 mil voos de curta distância neste verão, citando o aumento acentuado do preço do combustível como motivo. A medida afeta uma parte significativa da malha europeia, sem promover o desligamento total da rede global. A empresa aponta que os passageiros ainda terão acesso às conexões de longo curso.
A fabricante de combustível de jato enfrenta pressão, já que o preço dobrou desde o início do conflito entre EUA, Israel e Irã, que impacta a produção e o transporte na região. O tráfego de petróleo através do Golfo é sensível a interrupções, aumentando a volatilidade dos custos.
Atenção foi voltada para o que isso significa para os passageiros: a Lufthansa planeja manter a maior parte da rede global, mas obter economia de cerca de 40 mil toneladas de combustível. A empresa também acelera o encerramento de CityLine na Europa, citando preços de querosene e disputas trabalhistas.
Contexto do combustível
O Golfo representa grande parte das importações de combustível de aviação para a Europa, com parte significativa chegando pelo Estreito de Hormuz. A Kuwait Al-Zour é citada como fornecedora de cerca de 10% das importações europeias, segundo a Energy Intelligence.
Impacto no mercado de passagens
Analistas apontam que o aumento de tarifas pode continuar, com companhias como KLM, Air France e Delta ajustando voos e preços para repassar custos. A percepção é de que novas oscilações de preço e cortes adicionais podem ocorrer conforme o conflito se desenrola.
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