- O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse que tensões geopolíticas globais deslocaram o debate sobre stablecoins do centro das prioridades regulatórias.
- Ele falou na abertura de palestra da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, no I Fórum Econômico no Banco da Espanha para a América Latina, em Madri.
- Galípolo destacou a necessidade de maior coordenação entre supervisores financeiros diante do cenário econômico atual.
- Sobre ativos digitais, o presidente brasileiro citou a dificuldade de encontrar um modelo de negócios claro para stablecoins fora do ambiente regulado e afirmou que há exigência de transparência nas operações.
Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, afirmou que as tensões geopolíticas globais deslocaram o debate sobre stablecoins do centro das prioridades regulatórias. A declaração ocorreu na abertura de uma palestra da presidente do BCE, Christine Lagarde, em Madri, durante o I Fórum Econômico do Banco da Espanha para a América Latina.
Segundo Galípolo, antes do aumento dos conflitos internacionais, os riscos e oportunidades das stablecoins estavam no topo da agenda das autoridades monetárias. Ele também ressaltou a necessidade de maior coordenação entre supervisores financeiros diante do cenário atual.
Alinhamento com o BCE
O presidente do BC elogiou Lagarde, destacando-a como modelo para outros bancos centrais. Disse que a comunidade regulatória compartilha um estado de espírito voltado à vigilância constante de indicadores econômicos e de notícias recentes.
Galípolo afirmou que a experiência de Lagarde é essencial para orientar países em momentos de crise. Segundo ele, a atuação conjunta entre reguladores pode fortalecer a estabilidade financeira global em cenários voláteis.
Regulamentação dos ativos digitais
Sobre o mercado de ativos digitais, o presidente do BC destacou a dificuldade de enxergar modelos de negócios viáveis para stablecoins fora do ambiente regulado. Afirmou que a inovação é bem-vinda se reduzir atritos e custos, mas criticou o uso desses ativos para contornar regras de fiscalização.
Ele apontou que o setor não pode apresentar opacidade nas operações financeiras. Para Galípolo, é crucial que reguladores sincronizem ações para enfrentar a volatilidade atual, descrita por ele como navegar em águas turbulentas.
Entre na conversa da comunidade