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INSS altera regras de consignado; confira mudanças

INSS exige biometria facial para consignado; prazo sobe de 96 para 108 meses e margem consignável de servidores cai para 40%

INSS/Divulgação
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  • INSS: obrigatoriedade de validação biométrica facial para contratar consignado, com confirmação via Meu INSS; prazo máximo de até cinco dias para validar a operação; cancelamento automático se não confirmado; contratação por telefone ou procuração de terceiros é proibida.
  • Prazo de pagamento para dívidas: limite passa de noventa e seis para cento e oito meses; pode haver carência de até três meses para o início do pagamento.
  • Servidores federais: margem consignável passa de quarenta e cinco por cento para quarenta por cento; reserva de dez por cento para cartão consignado/benefício deve cair gradualmente até zerar em dois mil e vinte e nove; prazo máximo para pagamento sobe de noventa e seis para cento e vinte meses.
  • Segurança e controle: taxas máximas podem ser consultadas no aplicativo SouGov.br; autorização individual necessária para cada nova operação envolvendo cartão consignado; contratação por telefone ou aplicativos de mensagens proibida; cobranças de abertura de crédito, manutenção, anuidade e emissão de cartão adicional não podem ocorrer; juros não devem ser cobrados se a fatura do cartão consignado for paga integralmente.

A partir desta terça-feira (19), entram em vigor novas regras para o crédito consignado destinado a aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos federais. As mudanças são parte da Medida Provisória 1.355/2026, criada no âmbito do Novo Desola Desenrola Brasil, com foco em reduzir fraudes e evitar o superendividamento, além de ampliar a transparência das operações.

Entre as principais medidas, o governo estabelece a validação biométrica para contratar consignados de aposentados e pensionistas, com reconhecimento facial no Meu INSS. O processo deverá confirmar a operação em até cinco dias úteis, sob pena de cancelamento automático. Também fica proibida a contratação por telefone ou por procuração de terceiros.

Outra mudança relevante é o aumento do prazo para pagamento das dívidas, que passa de 96 para 108 meses, com possibilidade de carência de até três meses para o início das parcelas. A medida visa ampliar a flexibilidade para beneficiários com contratos vigentes.

Novas regras para servidores

Os servidores federais também passam a ter novas regras. O teto da margem consignável cai de 45% para 40% da remuneração, limitando o valor máximo comprometido com empréstimos. A medida é apresentada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos como instrumento de evitar desnivelamento financeiro.

Além disso, o governo planeja reduzir gradualmente o uso de cartões consignados e de cartão-benefício. A reserva obrigatória correspondente, hoje em 10% da margem, deve cair até zerar em 2029, com início de redução em 2027.

Prazo ampliado para servidores e novas regras de segurança

A partir de quarta-feira (20), o prazo máximo para pagamento dos consignados de servidores federais passa de 96 para 120 meses. Em paralelo, passa a valer a obrigatoriedade de autorização individual para cada nova operação envolvendo cartão consignado, inclusive para compras e saques.

Entre as medidas de segurança, o governo permite que o beneficiário consulte as taxas máximas de juros no aplicativo SouGov.br e estabelece restrições para a contratação por telefone ou por aplicativos de mensagens. Também foram proibidas cobranças de taxas de abertura de crédito, manutenção, anuidade e emissão de cartão adicional, bem como cobrança de juros quando a fatura do cartão consignado for paga integralmente.

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