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Ucrânia encontra mais de cem componentes ocidentais em mísseis russos Kh-101

Peças fabricadas por empresas dos Estados Unidos e da Europa, inclusive em 2024, 2025 e 2026, indicam que a Rússia segue acessando microeletrônica por intermediários apesar das sanções.

Foto: Reprodução/CPG

A Ucrânia desmontou destroços de mísseis russos Kh-101 que atingiram prédios residenciais em Kiev, em data não informada, e encontrou mais de cem componentes fabricados por empresas americanas e europeias dentro de cada unidade, segundo o portal Xataka. Entre as peças identificadas estão chips, microcontroladores e sistemas de microeletrônica usados em navegação, orientação e controle […]

A Ucrânia desmontou destroços de mísseis russos Kh-101 que atingiram prédios residenciais em Kiev, em data não informada, e encontrou mais de cem componentes fabricados por empresas americanas e europeias dentro de cada unidade, segundo o portal Xataka.

Entre as peças identificadas estão chips, microcontroladores e sistemas de microeletrônica usados em navegação, orientação e controle de voo, alguns produzidos em 2024, 2025 e até 2026, anos depois da adoção de pacotes de sanções contra a Rússia.

Peças recentes expõem falhas no bloqueio tecnológico

A presença de componentes fabricados após o início das sanções indica que a cadeia de fornecimento usada pela indústria militar russa segue ativa. De acordo com o portal Xataka, a Rússia acessa microeletrônica ocidental por meio de reexportações, intermediários, distribuidores que atuam em áreas pouco transparentes do comércio internacional e redes comerciais difíceis de rastrear.

Parte das peças também chega pela China, como produtos originais revendidos ou como cópias compatíveis fabricadas a partir de projetos ocidentais. Segundo a análise, esse fluxo permitiu a Moscou manter e ampliar a produção de mísseis mesmo sob restrições econômicas.

O caso também expõe uma contradição para os países ocidentais. Estados Unidos e Europa fornecem sistemas antiaéreos, inteligência militar e ajuda econômica à Ucrânia, mas componentes produzidos por empresas desses mesmos países aparecem em mísseis usados pela Rússia contra cidades ucranianas.

Kh-101 é usado em ataques de longo alcance

O Kh-101 se tornou uma das principais armas da campanha aérea russa contra a Ucrânia. O míssil é lançado a partir de bombardeiros estratégicos, tem longo alcance e voa em baixa altitude, o que dificulta sua detecção por radares convencionais e exige sistemas antiaéreos sofisticados para interceptação.

Desde 2022, a Rússia ampliou a produção do Kh-101 para níveis superiores aos registrados antes da invasão. O míssil também passou por modificações para dificultar sua interceptação, com melhorias em sistemas anti-interferência, navegação mais avançada, ogivas duplas que reduzem o consumo de combustível e munições de fragmentação com elementos de zircônio para ampliar o poder de destruição.

A Ucrânia segue interceptando parte desses mísseis, mas cada atualização exige mais recursos defensivos. Para os investigadores ucranianos, a análise dos destroços mostra que as sanções aumentaram os custos e dificultaram a logística russa, mas não interromperam o acesso do país a componentes tecnológicos usados em armamentos.

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