- A Agência Internacional de Energia alerta que as reservas de petróleo podem entrar na “zona vermelha” já em julho ou agosto, caso o estreito de Ormuz permaneça fechado.
- O bloqueio no Golfo Pérsico mantém a pressão sobre os preços e aproxima o mercado de petróleo de um ponto crítico, com o verão elevando a demanda.
- Fatih Birol, diretor executivo da AIE, disse que a solução passa principalmente pela reabertura total e incondicional do estreito; medidas como libertação de reservas ajudam, mas não resolvem.
- A crise é mencionada como de grande magnitude, maior do que as crises de 1973, 1979 e 2022, segundo Birol, com impactos também em fertilizantes e petroquímicos.
- O efeito imediato já se faz sentir na inflação e nos mercados, com venda de dívida aumentando; previsões apontam que o petróleo pode ficar em torno de 100 dólares, segundo a Bloomberg Intelligence.
O AIE alerta que as reservas de crude podem entrar na zona vermelha já em julho se o estreito de Ormuz permanecer bloqueado. Fatih Birol, diretor executivo da agência, disse que a normalização da atividade no estreito é crucial para evitar o aperto no mercado. A avaliação é de que o pico da demanda de verão, aliado à queda de oferta, pode agravar a situação.
O bloqueio eleva a pressão sobre os preços e aproxima o petróleo de um ponto crítico neste início de temporada. Exportações mais fracas e consumo acelerado reduzem o espaço para manobras dos compradores, aumentando a vulnerabilidade diante de interrupções adicionais.
Birol reiterou que a solução passa pela abertura total do estreito de Ormuz. Medidas como liberações de reservas estratégicas ajudam, mas não resolvem o problema de forma estrutural, segundo ele.
Desdobramentos de curto prazo
A agência sinaliza que disrupções no fornecimento se comparam a crises anteriores, ampliando o peso sobre a inflação global e as economias emergentes. A tensão geopolítica já provoca ajustes nos ciclos de investimento e financiamento, com pressões para cima sobre custos de energia.
Perspectivas de preços e demanda
Uma pesquisa da Bloomberg Intelligence aponta que o mercado já projeta o petróleo próximo dos US$ 100 por barril no próximo ano, mesmo com eventual normalização. Enquanto isso, os preços permanecem distantes dos máximos recentes, mas ainda acima de patamares pré-crise.
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