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Presidente da Federação Israelita aborda antissemitismo, Israel e evangélicos

Com o aumento do antissemitismo, Celia Parnes destaca diálogo entre judeus e evangélicos, educação sobre a Shoá e defesa da democracia no Brasil

Celia Parnes, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo. (Foto: Felipe Araujo)
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  • Celia Parnes, presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo e secretária-geral da CONIB, concedeu entrevista à coluna Guiame sobre antissemitismo, Israel e diálogo com evangélicos.
  • Em vinte e seis, Israel celebra setenta e oito anos de independência; a visão é de reconstrução histórica e espiritual após perseguições e o Holocausto.
  • O crescimento do antissemitismo preocupa pelas falas de ódio que ganham espaço e pela velocidade da desinformação nas redes, especialmente entre jovens.
  • Os ataques de sete de outubro de dois mil e vinte e três deixaram traumas duradouros, com perdas, insegurança entre jovens e relatos de justificativas de violência.
  • A Federação completa oitenta anos em dois mil e vinte e seis, contribuindo para preservar a vida judaica, fortalecer a democracia, educação e memória, além de promover o diálogo entre judeus e evangélicos para uma sociedade mais humana.

A presidente da Federação Israelita do Estado de São Paulo, Celia Parnes, concedeu entrevista para a coluna Guiame. O tema central foram os 78 anos de Israel, o aumento do antissemitismo e os desafios da sociedade atual. A dirigente atua também como secretária-geral da CONIB.

Parnas destacou que Israel representa mais que um país para o povo judeu, simbolizando a reconstrução de uma história marcada por perseguições. Ela associa a criação do Estado aos avanços espirituais e à resposta a uma tragédia histórica recente.

A entrevista aborda ainda o avanço da intolerância e a importância da educação e da memória da Shoá para as novas gerações. Segundo a dirigente, manter viva a memória é proteger o futuro e evitar que o preconceito se normalize.

Desafios atuais

Parnes aponta que discursos de ódio ganham espaço em ambientes que deveriam promover o contraditório. A desinformação, especialmente entre jovens, acelera a radicalização e o isolamento de comunidades.

Ela relembra que os ataques de 7 de outubro de 2023 deixaram traumas globais. Mesmo quase três anos depois, há perdas irreparáveis e relatos de insegurança entre jovens que antes se sentiam mais protegidos.

Além disso, a líder ressalta o risco de normalizar atos terroristas quando se relativiza a violência. O impacto financeiro, emocional e social persiste em famílias atingidas e na comunidade internacional.

Diálogo e memória

Parnes afirma que o diálogo entre judeus e evangélicos busca construir uma sociedade mais humana. Valores compartilhados, como respeito, liberdade religiosa e solidariedade, ajudam a reduzir a polarização.

Ela defende que redes sociais exigem responsabilidade de imprensa e de lideranças. Checar informações e ouvir diferentes perspectivas são caminhos para reduzir a desinformação.

Sobre a memória, a executiva enfatiza a importância de ensinar a Shoá a todas as gerações. A lembrança do Holocausto serve para prevenir o ressurgimento de ódio e intolerância.

Contribuição institucional

Ao completar 80 anos em 2026, a Federação Israelita do Estado de São Paulo é creditada pela defesa da vida judaica, pela promoção da democracia e pelo combate ao preconceito. A organização atua na memória, educação e cultura.

Parnes afirma que a instituição segue fortalecendo a vida social, institucional e pública da comunidade, mantendo-se atualizada frente aos desafios contemporâneos, sem perder o papel de ponte com a sociedade brasileira.

A dirigente agradece o apoio ao diálogo entre comunidades religiosas e a parceria com evangélicos, destacando a importância de manter cooperação para a paz. A mensagem final é de gratidão pela convivência respeitosa.

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