- O Financial Times publicou que o filme Dark Horse, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro, pode afundar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.
- A reportagem aponta que Flávio buscou financiamento com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que aparece em áudio cobrando repasses para a obra.
- Entre fevereiro e maio de 2025 foram enviados cerca de R$ 61 milhões de um total acordado de aproximadamente R$ 134 milhões, valor superior ao de produções brasileiras recentes.
- O filme é descrito como uma mistura de thriller e conspiração, narrando a chegada do chamado “Trump dos Trópicos” ao poder em 2018, com o ator Jim Caviezel no papel de Jair Bolsonaro.
- Aliados de Bolsonaro e de Flávio avaliam que a produção pode ter repercussão tanto no Brasil quanto no exterior; Steve Bannon pretende ajudar na divulgação nos EUA.
O Financial Times publicou que o filme Dark Horse, inspirado na trajetória de Jair Bolsonaro, pode impactar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026. A reportagem aponta que o longa foi descrito como uma mistura de thriller com conspiração e retrata a ascensão do denominado “Trump dos Trópicos” ao poder em 2018. A obra é dirigida pelo cineasta Cyrus Nowrasteh e tem como protagonista o ator americano Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente.
Segundo o FT, a controvérsia em torno do financiamento do projeto envolve o senador Flávio Bolsonaro, que buscou aporte com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Vorcaro foi preso e é alvo de investigações por fraude na instituição. Há registros de áudio nos quais o senador supostamente cobraria repasses para a produção.
A reportagem cita que, de acordo com o portal Intercept Brasil, cerca de R$ 61 milhões de um total estimado de R$ 134 milhões foram enviados entre fevereiro e maio de 2025. O valor, segundo o FT, supera o orçamento de grandes produções nacionais recentes, como O Agente Secreto, que custou em torno de R$ 27 milhões.
Contexto e controvérsias
O FT descreve o filme como uma produção que mistura elementos religiosos e mensagens anti-establishment, com cenas que remetem à facada de 2018. Além disso, há denúncias de condições de trabalho no set e de uso não autorizado de uma música de Beyoncé, registrados em denúncias a sindicatos.
Apesar das críticas, aliados de Jair Bolsonaro e de Flávio Bolsonaro avaliam que Dark Horse tem potencial de repercussão tanto no Brasil quanto no exterior. A publicação também destaca a participação de Bannon, que indicou buscar apoio para a divulgação do filme nos EUA, acreditando que a presença de Caviezel pode ampliar o alcance da obra entre públicos conservadores.
Perspectivas e próximos passos
O filme situa-se no centro de um debate sobre financiamento de obras biográficas e seus impactos eleitorais. Enquanto alguns avaliam que o projeto pode atrair atenção global, outros apontam riscos de desgaste político para Flávio, diante das investigações envolvendo o Banco Master e os valores envolvidos. A produção continua em desenvolvimento, sem definição de data de lançamento anunciada pela equipe responsável.
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