- A Suprema Corte dos EUA rejeitou intervir no recurso da NFL, permitindo que o processo de discriminação movido por Brian Flores siga para julgamento.
- A liga queria que o caso fosse resolvido pela arbitragem, e não pelo tribunal, mas as instâncias inferiores permaneceram.
- O ministro Brett Kavanaugh discordou da decisão de não ouvir o caso.
- Flores, negro, processa a NFL e três clubes em fevereiro de dois mil e vinte e dois, alegando racismo nas contratações; ele foi acompanhado na ação por Steve Wilks e Ray Horton.
- Flores foi demitido pelo Miami Dolphins e hoje atua como coordenador defensivo do Minnesota Vikings.
O Supremo Tribunal dos EUA rejeitou nesta terça-feira o recurso da NFL para que o processo movido por Brian Flores fosse encaminhado à arbitragem. Com a decisão, o caso segue para fase de julgamento em tribunal em Nova York, permitindo que as alegações avancem.
Flores, Black, moveu queixa contra a liga e três equipes em fevereiro de 2022, acusando um ambiente de racismo nas práticas de contratação. Após ele, ingressaram ao processo os treinadores Steve Wilks e Ray Horton, também Black.
O treinador foi demitido pelo Miami Dolphins pouco antes de apresentar a ação. Atualmente, Flores é coordenador defensivo do Minnesota Vikings.
A NFL argumentou que a disputa deveria tramitar pela arbitragem, mas as instâncias inferiores deram ganho aos demandantes. A liga afirmou respeitar a decisão do tribunal, mantendo decisões anteriores, e está pronta para se defender no litígio.
Os advogados dos demandantes indicaram satisfação com o veredito, afirmando que a liga não pode determinar a arbitragem de discriminação. Eles destacaram a intenção de levar as alegações a julgamento.
Flores pediu reparação por suposto tratamento desigual durante o período em que dirigiu o Dolphins. O time teve dois anos consecutivos de aproveitamento acima de 50% antes da demissão.
Além do Dolphins, Flores citou Denver Broncos, New York Giants e Houston Texans. Entre as entrevistas, com Broncos em 2019 e com Giants e Texans em 2022, não houve contratação.
Wilks afirmou ter sido promovido a treinador interino pelos Cardinals em 2018, mas não recebeu a oportunidade para o cargo efetivo. Horton alegou que o Tennessee Titans não ofereceu entrevista genuína para o cargo de chefe de treindamento em 2016.
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