- Juliano Noman, presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas, afirmou que o fim da escala 6 X 1 pode tornar as operações inviáveis e prejudicar voos internacionais, em reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo em Brasília.
- A Abear sustenta que a mudança trabalhista não pode conflitar com as exigências técnicas de segurança e fadiga na aviação, sob risco de redução da malha aérea nacional frente a companhias estrangeiras.
- Além das regras trabalhistas, a indústria enfrenta a escalada do querosene de aviação, com alta de cem por cento desde fevereiro; em maio, o setor contabilizou um impacto de R$ 1,6 bilhão.
- O setor pede prorrogação da isenção de PIS/Cofins para passagens até dezembro e extensão do adiamento de tarifas de navegação aérea, que já foi de junho para agosto, até o fim do ano.
- Em crédito, há linha de R$ 1 bilhão pelo Banco do Brasil e linha do BNDES de até R$ 2,5 bilhões por empresa; maio registrou 2.883 voos a menos, com expectativa de queda de 121 voos diários em junho, principalmente em trechos regionais Norte e Nordeste.
Na terça-feira (26 de maio de 2026), o diretor-presidente da Abear, Juliano Noman, afirmou que a aprovação da PEC sobre o fim da escala 6 X 1 pode impactar negativamente a aviação civil brasileira. Segundo ele, o texto atual inviabiliza operações e coloca em risco os voos internacionais e a malha aérea do país.
Noman participou de uma reunião da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, em Brasília, para discutir o tema. A liderança da Abear sustenta que pilotos e comissários seguem critérios de segurança e fadiga determinados pela Anac, o que precisa conviver com novas regras de jornada de trabalho.
Regulamentação específica
A associação defende que direitos trabalhistas propostos não contrastem com as exigências técnicas da aviação. A ideia é evitar que a escala 6 X 1 inviabilize empresas brasileiras, abrindo espaço para companhias estrangeiras no mercado nacional.
Custo com combustível
Além da pauta trabalhista, o encontro tratou da alta do querosene de aviação, que atingiu 100% de reajuste desde fevereiro de 2026. Em maio, o impacto financeiro somou cerca de R$ 1,6 bilhão nas contas das empresas.
Medidas emergenciais e prorrogações
A Abear solicitou ao governo a prorrogação de medidas emergenciais. A isenção de PIS/Cofins sobre passagens, válida apenas até 31 de maio, pode se estender até dezembro. Também houve pedido para ampliar o diferimento das tarifas de navegação aérea até o fim do ano.
Crédito e operação
No acesso a financiamento, as companhias concentram as concessões de crédito em duas frentes: uma linha de R$ 1 bilhão gerida pelo Banco do Brasil para capital de giro, e outra linha do BNDES, com até R$ 2,5 bilhões por empresa. A liberação depende de condições orçamentárias e de crédito.
Impacto na malha
Dados da Anac, apresentados na reunião, indicam queda de 2.883 voos em maio no Brasil, contra o mês anterior, experiência de redução de 93 voos por dia. Para junho, o setor prevê retração ainda maior, com perda diária de 121 voos, sobretudo em rotas regionais, Norte e Nordeste.
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