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Inflação dos EUA sobe ao maior ritmo em três anos em abril, com guerra no Irã

Inflação dos EUA acelera ao maior ritmo em três anos em abril, puxada pela energia com a guerra no Irã, pressionando o consumo e sinalizando juros estáveis

Shoppers browse fruit at a store in the Chinatown district of San Francisco, California, on 13 May 2026.
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  • A inflação nos EUA acelerou em abril, com o índice de preços de despesas de consumo pessoal (PCE) subindo 3,8% na comparação anual e 0,4% na leitura mensal.
  • O avanço foi impulsionado pelos preços de energia, com a gasolina subindo 12,3% em abril, em meio a conflitos no Oriente Médio.
  • O núcleo do PCE (exclui alimentos e energia) aumentou 3,3% na comparação anual, com ganho de 0,2% mês sobre mês.
  • O consumo das famílias subiu 0,5% em abril, mas renda disponível caiu 0,5% e a poupança ficou em 2,6% no mês.
  • Mercados projetam manutenção da taxa básica do Federal Reserve entre 3,50% e 3,75% por ainda mais tempo, com debates sobre novas altas conforme a inflação persista.

O IPC dos EUA acelerou em abril, atingindo o maior ritmo em três anos, impulsionado por elevação de preços de energia em meio ao conflito com o Irã. A inflação pressionou a renda disponível e pode frear o consumo e o crescimento neste trimestre.

O índice de preços ao consumo pessoal (PCE) subiu 3,8% na comparação anual até abril, informou o departamento de Comércio. O indicador mensal avançou 0,4%. Economistas previam 3,8% ao ano e 0,4% ao mês.

A renda disponível após inflação caiu pela terceira vez consecutiva em abril, e os gastos com consumo avançaram 0,5% no mês, com impulso de impostos de restituição e crédito tributário. O desempate entre inflação e salários segue no radar da autoridades.

Mudanças na atividade e no cenário

O governo revisou para baixo a taxa de crescimento do consumo no 1º trimestre, de 1,6% para 1,4% annualizados, e o PIB total foi ajustado de 2,0% para 1,6%. O preço do petróleo e da gasolina subiram, elevando custos de energia e de transportes.

A inflação núcleo avançou 0,2% em abril, mantendo-se em 3,3% ao ano. O Fed monitora esses indicadores para definir se há necessidade de novas altas de juros ou de manter a política estável por mais tempo.

A taxa de inflação segue pressionando a política monetária, com traders esperando que a taxa básica permaneça entre 3,50% e 3,75% até 2027. Pares de dados adicionais ainda serão acompanhados de perto pelo mercado.

Perspectivas e impactos

O conflito no Oriente Médio continua a impactar cadeias de suprimento e preços de energia, contribuindo para pressões inflacionárias. Gasolina nas refinarias subiu 12,3% em abril, segundo a Administração de Informação de Energia.

Analistas citados por agências destacam que a inflação pode permanecer elevada nos próximos meses, mesmo com o Fed mantendo o regime de juros. A visão de política monetária permanece dividida entre manter e eventual ajuste.

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