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Tiwani Contemporary encerra atividades após 15 anos de atuação

Tiwani Contemporary encerra atividades em Londres após quinze anos, citando clima econômico desfavorável e redesenho de operações em Lagos

Installation view of "As Feeling Births Idea," 2024, at Tiwani Contemporary, London, with work by Ranti Bam at center. Bam is currently featured in the Venice Biennale.
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  • A Tiwani Contemporary, galeria londrina com foco na diáspora africana, vai fechar após quinze anos de atividade.
  • Foi fundada por Maria Varnava em dois mil e onze e mantém espaço em Lagos desde dois mil e vinte e dois, transferindo a sede atual para Mayfair em dois mil e vinte e três.
  • A proprietária atribui o encerramento ao clima econômico atual e às mudanças no mercado de arte de Londres.
  • O último dia de operação da galeria em Londres é hoje; a operação em Lagos será encerrada no formato atual para restructurar nos próximos meses.
  • A Tiwani ajudou a projetar artistas como Joy Labinjo e Emma Prempeh, além de já ter exibido nomes como Njideka Akunyili Crosby, Simone Leigh e Manuel Mathieu.

Tiwani Contemporary, uma das galerias europeias com foco na diáspora africana, anunciará o encerramento após 15 anos de atividade. A decisão põe fim a uma trajetória que ajudou a elevar nomes como Joy Labinjo e Emma Prempeh ao estrelato no circuito britânico e internacional.

Localizada em Londres, a galeria também manteve espaço em Lagos desde 2022. Em 2023, a sede londrina mudou para Mayfair, polo central de galerias de alto padrão. A extensão da atuação internacional sempre fez parte da estratégia da instituição.

Em comunicado divulgado no Instagram, a fundadora Maria Varnava explicou que o fechamento se deve às condições do mercado. Ela afirmou que o ambiente econômico atual e as mudanças no cenário artístico londrino não sustentam mais o modelo de negócios da galeria.

Varnava informou que o último dia de funcionamento da sede em Londres será hoje, enquanto a galeria de Lagos encerrará as atividades em seu formato atual para viabilizar uma reestruturação futura. O ato visa enfrentar desafios financeiros em um mercado conturbado.

Ao longo de sua existência, a Tiwani Contemporary ganhou reconhecimento por destacar artistas da diáspora africana para o público britânico, estimulando a atenção do mercado para criações ligadas ao continente. Entre os artistas associados, Theo Eshetu participou de três exposições sob a curadoria da galeria, e Zina Saro-Wiwa teve mostra individual, além de participações em outras exposições.

A galeria também ajudou a revelar talentos que mais tarde alcançaram projeção expressiva. Njideka Akunyili Crosby e Simone Leigh tiveram uma mostra conjunta em 2013, anos antes de ganharem maior notoriedade; Barbara Walker, então promissora, exibiu-se ali na mesma época, mais tarde indicada ao Turner Prize; Manuel Mathieu, pintor haitiano, apresentou uma das primeiras exibições relevantes em 2017, quase uma década antes de sua participação na Bienal atual.

Entre os artistas que já passaram pela Tiwani Contemporary estão nomes como Maren Hassinger, Virginia Chihota, Penny Siopis, Michaela Yearwood-Dan, Dawit L. Petros e Pamela Phatismo Sunstrum. A galeria foi reconhecida por identificar talentos emergentes com antecedência, antes de atingirem altos patamares de visibilidade.

A decisão de encerrar ocorre em um momento em que o mercado de galerias comerciais vive uma fase de mudanças, com fechamento de espaços relevantes em outras cidades. Nos últimos dois anos, outra galeria de Londres, a Stephen Friedman Gallery, entrou em administração, seguindo tendência de retração no setor.

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