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Terras raras: por que Trump acompanha disputa entre China, EUA e Brasil

Disputa global por terras raras envolve Estados Unidos, China e Brasil, com impacto estratégico em tecnologia, defesa e transição energética

Minerais | Reprodução
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  • Terras raras são 17 elementos químicos usados em semicondutores, baterias, turbinas, painéis solares, veículos elétricos, IA e defesa; não são exatamente raras, mas são difíceis de extrair e processar.
  • Estados Unidos (EUA), sob o governo de Donald Trump, têm buscado ampliar o acesso a esses minerais e estudar parcerias com Ucrânia, Arábia Saudita e Brasil.
  • A China domina a cadeia de terras raras, incluindo produção e processamento, o que gera preocupação em Washington com a dependência estratégica.
  • O controle dessas reservas influencia áreas como inteligência artificial, defesa e transição para uma economia de baixo carbono.
  • O Brasil tem uma das maiores reservas conhecidas e precisa desenvolver a cadeia de processamento e parcerias para agregar valor no país.

Durante as últimas décadas, a geopolítica global passou a girar em torno de recursos estratégicos, agora liderados pelas terras raras. Esses 17 elementos químicos são essenciais para tecnologias modernas, como chips, baterias, turbinas eólicas, smartphones e equipamentos de defesa.

O tema ganhou destaque com o interesse dos EUA em ampliar o acesso a minerais críticos, buscando parcerias com países fora da China. Além de possibilidades com Ucrânia e Arábia Saudita, o governo americano passou a mirar potencial mineral do Brasil.

O que são terras raras envolve a presença global, mas a extração e o processamento são desafiadores e caros. Esses minerais têm papel central na indústria tecnológica e na fabricação de componentes para defesa, energia e automação.

Na disputa entre EUA e China, a dominância chinesa na cadeia de suprimento preocupa Washington. A maior parte da produção e do refino ocorre na China, o que aumenta a vulnerabilidade a interrupções de fornecimento.

Essa dependência estimula políticas que incentivam mineração interna, investimentos setoriais e diversificação de fornecedores. Táticas usadas pela China em pressões comerciais ajudam a entender o cenário atual.

A tecnologia avança pela integração de terras raras na IA, defesa e transição energética. Sem esses minerais, setores como data centers, sensores, aeronaves e baterias perdem agilidade produtiva.

Brasil na mira global

O país detém reservas significativas de terras raras, com destaque para uma das maiores reservas conhecidas do mundo. Além disso, guarda minerais críticos para a indústria, como o nióbio, que amplia seu papel estratégico.

Especialistas apontam que o verdadeiro ganho brasileiro depende de transformar reservas em cadeia industrial e tecnológica. Investimentos em processamento e agregar valor dentro do país são considerados pilares.

Parcerias estratégicas com múltiplos países e marcos regulatórios robustos são vistos como essenciais para alinhar investimentos aos interesses nacionais. A meta é evitar a exportação de matéria-prima sem geração de valor.

À medida que a demanda global cresce por IA, eletrificação e defesa, a disputa por terras raras tende a se intensificar. Países capazes de controlar reservas e processamento ganham posição relevante na economia mundial.

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