- polícia na Itália prendeu dois cidadãos paquistaneses pela suposta morte de quatro trabalhadores migrantes encontrados em um miniônibus incendiado na região de calábria, no sul do país.
- o veículo foi encontrado em um posto de combustível próximo a uma vila, em uma área agrícola vasta da calábria; imagens de câmeras mostram os suspeitos bloqueando as portas e jogando líquido no interior para iniciar o fogo.
- relatos indicam que houve treze a quatorze casos de incêndio criminoso envolvendo carros e minivans que transportavam paquistaneses nos últimos meses na região, onde existem tensões entre migrantes por trabalho e acomodação.
- um sobrevivente de origem afegã disse que morreram três afegãos e um paquistanês, todos trabalhadores agrícolas; ele conseguiu sair quebrando uma janela durante o ataque.
- de acordo com o sobrevivente, surgiu uma disputa após os homens presos exigirem dinheiro pelo transporte que os outros teriam se recusado a pagar; há ainda alegação de não pagamento pelo trabalho nas lavouras locais de morango.
Um duplo homicídio em Calábria, no sul da Itália, tirou a vida de quatro trabalhadores migrantes transportados em uma van. O veículo foi encontrado incendiado em um posto de combustível, próximo a um vilarejo em uma região de grande atividade agrícola. Policiais identificaram dois nacionais paquistaneses como suspeitos, detidos com base em imagens de câmeras de segurança.
Conforme imagens de CCTV, dois indivíduos bloqueiam as portas da van por fora e lançam líquido para iniciar o fogo. Além das chamas, há relatos de que o veículo foi incendiado intencionalmente durante uma discussão ligada ao pagamento de transporte, segundo apurações da imprensa italiana.
Ao longo dos meses, a região registrou cerca de 14 casos de incêndio envolvendo carros e vans que transportavam paquistaneses, em meio a tensões sobre a divisão do trabalho agrícola e das moradias. Um quinto homem, oriundo do Afeganistão, sobreviveu ao ataque.
Sobrevivente e versão dos fatos
O sobrevivente afegão disse ter escapado ao incêndio ao quebrar uma janela. Ele afirmou que os trabalhadores tinham sido contratados para colheita de morango e que houve cobrança de dinheiro pela transferência, o que foi recusado. Segundo ele, os trabalhadores não receberam pagamento pelo trabalho, mas receberam alimentação e hospedagem.
Reações oficiais e contexto
O presidente regional da Calábria, Roberto Occhiuto, declarou que o caso abala a confiança na humanidade, chamando-o de inumano. A CGIL, por meio da Ansa, pediu medidas para enfrentar abusos contra trabalhadores, muitos deles migrantes, no campo italiano. As investigações continuam para esclarecer motivação e autoria.
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