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Tammie Jo Shults: de rejeitada a heroína que salvou 148 vidas

Comandante do voo 1380, Tammie Jo Shults salvou 148 pessoas após falha de motor, tornando-se referência de liderança e manejo de emergências

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  • Em abril de 2018, Tammie Jo Shults comandava o voo 1380 da Southwest entre Nova York e Dallas quando ocorreu falha no motor e descompressão.
  • Com apenas um motor funcionando, ela manteve a calma, guiou o avião até o aeroporto da Filadélfia e realizou um pouso de emergência com sucesso; 148 pessoas sobreviveram.
  • Uma passageira, Jennifer Riordan, morreu devido aos ferimentos causados pela ruptura de uma janela durante o incidente.
  • Shults nasceu em 1961, cresceu no Novo México e foi uma das primeiras mulheres a pilotar aeronaves táticas na Marinha, atuando também como instrutora de recuperação de aeronaves fora de controle.
  • A carreira contou com passagem pela Marinha e pela Southwest; a piloto aposentou-se em 2020, tornando-se referência de liderança sob pressão.

Poucas histórias na aviação unem perseverança, coragem e controle sob pressão como a de Tammie Jo Shults. Nascida em 1961 no Novo México, cresceu em uma fazenda próxima à base de Holloman e desenvolveu desde cedo fascínio por aviões. Mesmo enfrentando resistência para mulheres na aviação, manteve a determinação de seguir o sonho.

Shults enfrentou recusas ao tentar ingressar na aviação militar, com mensagens de que pilotar caças não era para mulheres. Persistente, entrou na Marinha dos EUA na metade dos anos 1980, tornando-se uma das primeiras a pilotar aeronaves táticas e a atuar como instrutora em recuperação de aeronaves fora de controle.

Após cerca de uma década de serviço, deixou a Marinha, formou família e passou a trabalhar na Southwest Airlines. Sua trajetória na aviação comercial teve menos destaque até o dia em que, em 17 de abril de 2018, comandou o voo 1380 entre Nova York e Dallas.

Durante o voo, uma das pás do ventilador de um motor se rompeu, provocando despressurização e danos estruturais. A aeronave perdeu velocidade e estabilidade, enquanto a piloto mantinha a calma e acionava procedimentos de emergência.

Mesmo com apenas um motor operando, Shults conduziu o avião ao aeroporto da Filadélfia, realizando um pouso de emergência bem-sucedido. A tripulação colaborou para estabilizar a cabine e permitir a evacuação segura dos passageiros.

No episódio, 148 pessoas sobreviveram, enquanto uma passageira, Jennifer Riordan, faleceu em decorrência dos ferimentos. A atuação da comandante foi amplamente reconhecida pela resposta rápida, pela condução segura e pela liderança sob crise.

A trajetória de Shults é vista como exemplo de competência e profissionalismo na aviação, destacando décadas de treinamento, disciplina e decisões críticas ao longo da carreira. Ela permaneceu aposentada desde 2020 e, ao longo da vida, contribuiu para a imagem de liderança feminina na aviação.

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