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Entenda os novos ataques entre Israel e Irã e a nova fase da escalada da guerra

Presidente dos EUA conversou duas vezes com Netanyahu em menos de 24 horas; Teerã diz que retomará ataques caso volte a ser alvo de ações israelenses.

Imagem: BBC Internacional.

A mais recente escalada militar entre Israel e Irã pode ter encontrado uma pausa temporária graças à intervenção direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo uma autoridade israelense ouvida pela emissora Channel 12, Israel suspendeu novos ataques contra o Irã a pedido do presidente americano. Pouco depois, o governo iraniano também anunciou a […]

A mais recente escalada militar entre Israel e Irã pode ter encontrado uma pausa temporária graças à intervenção direta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo uma autoridade israelense ouvida pela emissora Channel 12, Israel suspendeu novos ataques contra o Irã a pedido do presidente americano. Pouco depois, o governo iraniano também anunciou a interrupção de suas operações militares, embora tenha alertado que voltará a reagir caso seja alvo de novas ofensivas.

A trégua informal ocorre após horas de tensão que reacenderam o temor de um conflito regional mais amplo no Oriente Médio.

Trump entra em cena

A tentativa de contenção aconteceu após uma intensa movimentação diplomática da Casa Branca.

De acordo com fontes ouvidas pela CNN, Trump e o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu conversaram por telefone duas vezes em menos de 24 horas. Os detalhes das conversas não foram divulgados oficialmente, mas autoridades americanas afirmaram que o presidente pediu ao líder israelense que evitasse uma resposta imediata aos ataques iranianos.

O posicionamento reforça o esforço do governo americano para preservar as negociações de paz em andamento com Teerã.

Em entrevista ao Financial Times, Trump minimizou os impactos da nova troca de ataques sobre as negociações e voltou a demonstrar irritação com Netanyahu.

“Quem manda sou eu. Eu tomo todas as decisões. Ele não manda em nada”, declarou o presidente americano.

Irã faz alerta sobre futuro

Apesar de anunciar a suspensão das operações, Teerã deixou claro que considera a medida temporária.

Em comunicado divulgado pela agência Tasnim, as Forças Armadas iranianas afirmaram que os ataques recentes foram uma resposta às ações israelenses no Líbano e advertiram que qualquer nova agressão poderá provocar uma reação ainda mais severa.

“O regime receberá medidas muito mais duras caso os atos hostis continuem”, afirmou o comunicado.

O que aconteceu

A tensão voltou a subir após Israel atingir alvos ligados ao Hezbollah nos arredores de Beirute, no Líbano. Em seguida, o Irã lançou mísseis contra Israel, rompendo a relativa calmaria que vigorava desde o cessar-fogo firmado em abril.

Mesmo diante dos pedidos americanos por moderação, Israel realizou novos bombardeios durante a madrugada desta segunda-feira. Entre os alvos atingidos estava uma importante instalação petroquímica na região de Mahshahr, no sudoeste do Irã, uma das áreas estratégicas para a indústria energética iraniana.

Houthis ampliam o risco de escalada

A crise ganhou um novo elemento com a entrada dos Houthis, grupo rebelde do Iêmen alinhado a Teerã.

Os insurgentes anunciaram que pretendem bloquear a navegação israelense no Mar Vermelho e reivindicaram o lançamento de um míssil contra Israel — o primeiro desde o cessar-fogo de abril.

Em comunicado, o grupo afirmou que considera “todos os movimentos inimigos alvos militares legítimos”.

Trégua frágil

Embora os dois lados tenham sinalizado uma interrupção das hostilidades, diplomatas e analistas veem o cenário com cautela.

Israel mantém a ameaça de ampliar suas operações contra o Hezbollah no Líbano caso os ataques continuem. Já o Irã afirma que responderá imediatamente a qualquer nova ofensiva.

O resultado é uma trégua extremamente frágil, dependente da capacidade dos Estados Unidos de evitar que um novo incidente transforme a atual crise em um conflito regional de maiores proporções.

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