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Temor à bolha da IA reduz 70% o valor de operações de VC em tech

Medo da IA freia venda de ativos e reduz setenta por cento o valor das operações de capital risco em tecnologia, para 20.000 milhões de dólares

En la imagen se ve el logotipo de Blackstone en Manhattan, Nueva York, EE. UU., el 29 de julio de 2025.
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  • O valor das operações de capital de risco no setor tecnológico caiu 70% desde o fim do ano passado, para 20 bilhões de dólares, segundo estudo da Bain & Co com dados da Dealogic.
  • Não é apenas o número de negócios que recuou: as avaliações também recuaram, com o software registrando queda de cerca de oito por cento no período.
  • A desconfiança em relação ao impacto da inteligência artificial reacende preocupações, após a volatilidade das ações no começo do ano ligadas a modelos de IA.
  • O setor passa por maior duração de investimentos: os ativos ficam entre seis e sete anos na carteira, e o retorno esperado subiu de cerca de 5% para aproximadamente 12% ao longo do período.
  • Mesmo com ativos de maior qualidade sendo vendidos, os mais antigos seguem difíceis de negociar, e instrumentos como veículos de continuação também enfrentam pressão.

O valor das operações de capital risco no setor tecnológico caiu 70% desde o fim do ano passado, chegando a 20 bilhões de dólares. O recuo ocorre conforme investidores ficam mais cautelosos com as avaliações de empresas na era da IA.

Um estudo da Bain & Company, com base em dados da Dealogic, aponta que não é apenas o número de operações que vem reduzido, mas também as avaliações. O software é o segmento mais afetado.

A queda de valor foi maior no software, com revisões de cerca de 8% no período, ante uma queda menor em outros setores. A desconfiança com o impacto da IA é citada como fator central.

A diretora global de private equity da Bain, Rebecca Burack, aponta que o problema é de confiança, não de capital. Empresas de VC têm encontrado dificuldades para vender ativos por preços acima do que pagaram.

Após a Guerra Comercial de 2021, a incerteza sobre IA voltou a pressionar o mercado. Burack indica que a indústria vive uma dinâmica repetida, sem sinais de ruptura no mercado, apesar da desconfiança.

Desafios e dinâmica de mercado

Levantamentos mostram que o uso de alavancagem não tem desobstruído o fluxo de saídas, com distribuições aos investidores em patamares históricos baixos. Muitas companhias permanecem “prisioneiras” de suas carteiras.

Os prazos de permanência dos ativos aumentaram para seis a sete anos, contra três ou quatro anos no passado. Para retorno de 2,5 vezes o investimento, é preciso crescer perto de 12% ao ano, segundo o estudo.

Ativos de maior qualidade encontram compradores, enquanto os mais antigos enfrentam maiores dúvidas de evolução e valor. Veículos de roll-up continuam sob pressão, com grande parte das compras realizadas em 2021 ou antes.

Perspectivas para o setor

Investidores pedem maior estabilidade econômica para fechar operações relevantes. Grandes fechamentos podem ocorrer, mas demandam clareza sobre o cenário econômico vigente.

A análise recomenda que fundos de private equity ajustem estratégias para mitigar o impacto da IA e avaliem novas oportunidades dentro desse contexto tecnológico em transformação.

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