Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Suécia reformou o Estado e recuperou o crescimento

Privatizações, teto de gastos e reforma da previdência reduziram o peso do Estado na Suécia, aumentando o crescimento e a sustentabilidade fiscal, com mudanças anunciadas para 2027

Pessoas durante uma tarde em Estocolmo, na Suécia, em 2020. (Foto: Fredrik Sandberg/EFE/EPA)
0:00
Carregando...
0:00
  • Entre as décadas de 1930 e 1980, a Suécia construiu um Estado de bem‑estar com impostos altos; no início dos anos 1990 houve crise que levou a reformas profundas.
  • Reformas principais: privatizações na saúde e na educação, teto de gastos, previdência com contas individuais, fim de imposto sobre herança e patrimônio e redução da alíquota do imposto de renda de 90% para cerca de 50%.
  • Serviços públicos hoje: saúde primária em parte gerida por empresas privadas e educação com abertura à concorrência; gasto público caiu de 72% do Produto Interno Bruto para cerca de 50%.
  • Resultados: dívida pública em torno de 35% do PIB, renda real das famílias duplicada desde os anos 90 e crescimento acima das projeções da Alemanha; economia considerada mais orientada ao livre mercado do que a dos Estados Unidos em vários aspectos.
  • Futuro da economia sueca: fim da regra de superávit obrigatório, com meta de orçamento equilibrado a partir de 2027 para infraestrutura, transição para energias renováveis e defesa; cenário político aponta possibilidade de liderança centro‑direita ou centro‑esquerda dependendo das eleições.

Fonte: Gazeta do Povo.

Entre as décadas de 1930 a 1980, a Suécia montou um Estado de bem-estar social robusto, com impostos elevados para os mais ricos. Esse modelo pesou sobre a competitividade das exportações e gerou déficits públicos. Nos anos 1990, a crise estourou.

Bancos faliram, o desemprego saiu de 2% para 11% e as taxas de juros chegaram a 500% ao ano. Politólogos de direita e de esquerda aceitaram reformas profundas para reorganizar a economia.

Quais foram as principais reformas implementadas

O governo promoveu privatizações em saúde e educação, criou teto de gastos rígido e reformou a previdência, com contas individuais atreladas às contribuições de cada trabalhador. Impostos sobre herança e patrimônio foram eliminados.

A alíquota máxima do imposto de renda foi reduzida de 90% para cerca de 50%, visando manter talentos e capital no país.

Como funcionam hoje os serviços públicos

Hoje, quase metade das unidades de saúde primária é gerida por empresas privadas. Na educação, o setor ganhou concorrência, com melhoria de desempenho nas escolas públicas. O gasto público total caiu de 72% do PIB para cerca de 50%.

Resultados econômicos

A Suécia tem uma das menores dívidas públicas da Europa, por volta de 35% do PIB. Países como França e Itália têm taxas acima de 100%. A renda real das famílias quase dobrou desde os anos 90, com crescimento que supera projeções da Alemanha para 2026.

A economia sueca é vista, em diversos critérios, como mais orientada ao livre mercado do que a dos EUA.

Mudanças previstas para o futuro

O Parlamento aprovou o fim da regra de superávit obrigatório, substituída por uma meta de orçamento equilibrado a partir de 2027. O objetivo é financiar infraestrutura, transição para energias renováveis e gastos militares da OTAN.

Pesquisas eleitorais apontam uma possível liderança da centro-esquerda nas próximas eleições gerais.

Fonte: Gazeta do Povo.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais