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Odontologia digital reduz consultas de 14 para 2 e acelera tratamentos

Odontologia digital reduz consultas e tempo de tratamento, elevando a precisão com escaneamento intraoral, CAD/CAM e impressão 3D

Escaneamento intraoral permite obter imagens 3D dos dentes em poucos minutos. Foto: Gabriel Kfouri Cardoso/Divulgação
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  • Em 1992 eram 14 consultas; com odontologia digital, hoje o mesmo trabalho pode exigir apenas duas visitas, segundo o dentista Mauro Giuzio.
  • Exemplos: Ivette Forte Osso, 84 anos, passou de várias consultas para realizar três coroas provisórias e três de cerâmica no consultório com uso de tecnologia digital.
  • Odontologia digital é o uso de recursos computacionais para projetar, fabricar e gerenciar restaurações, aumentando precisão e reduzindo tempo de tratamento.
  • Custos: scanners intermediários entre R$ quinze mil e R$ trinta e cinco mil; modelos premium até R$ noventa mil; impressoras 3D entre R$ 1,5 mil e R$ 30 mil; fresadoras CAD/CAM básicas até R$ 120 mil.
  • Hoje cerca de três mil consultórios no Brasil contam com o kit digital, em um país com aproximadamente 470 mil cirurgiões-dentistas, representando cerca de vinte por cento dos dentistas no mundo.

A odontologia digital avança ao acelerar procedimentos e reduzir desconfortos. Em 1992, um mesmo trabalho demandava 14 visitas; hoje, dois encontros costumam bastar, segundo o cirurgião-dentista Mauro Giuzio, de São Paulo. A mudança é impulsionada por tecnologia.

Ivette Forte Osso, hoje com 84 anos, ilustra a evolução. Em 1992, foram mais de uma dezena de consultas para três coroas provisórias e três de cerâmica. Atualmente, o mesmo trabalho é feito em menos tempo, com menos esforço para Ivette.

A posição do corpo durante o atendimento também ganha relevância. Ivette usa prótese há anos, e o tempo na cadeira, reduzido pela odontologia digital, contribui para o seu conforto, segundo o marido, Carlos Osso.

Como funciona a odontologia digital

Escaneamento intraoral substitui moldagens tradicionais que causam desconforto. Em minutos, imagens 3D são geradas e o arquivo é usado no planejamento e na fabricação das próteses. A evolução inclui tomografias, impressão 3D e software de simulação.

Hoje, o software interpreta tomografias, apontando espessuras, densidades e perdas ósseas. O diagnóstico fica mais claro, com evidência visual de problemas oclusais e gengivais. Isso reduz incertezas no planejamento.

A história da odontologia digital começa com o CAD/CAM, criado para projetar restaurações com milimetragem e, na prática, fresar a prótese a partir de um bloco de material. A tecnologia ganhou adesão gradual ao longo das décadas.

Transformação no consultório e nos custos

O boom definitivo veio após a pandemia, quando reduzir a exposição do paciente ao tempo em cadeira passou a ser prioridade. Alinhadores transparentes também impulsionaram o uso de escaneamento e impressão 3D no Brasil.

Nos EUA, maior produtor de scanners, o Brasil já conta com milhares de consultórios equipados, embora o número ainda seja modesto frente ao total de profissionais. Custos variam entre opções intermediárias e de alto nível, com licenças e manutenção incluídas.

Impressoras 3D podem variar de custos baixos a elevados, e a fresadora CAD/CAM básica pode chegar a valores significativos. Mesmo com queda de preço, há investimento relevante em infraestrutura e treinamento.

Segundo especialistas, cerca de 3 mil consultórios no Brasil contam com o kit digital completo, entre 470 mil cirurgiões-dentistas ativos no país. A adoção exige prática constante para evitar que o equipamento vire objeto esquecido.

Casos e engajamento do paciente

O envolvimento do paciente aumenta quando há previsibilidade: fotos, escaneamentos e simulações com IA ajudam a entender o tratamento. Pacientes relatam maior tranquilidade ao acompanhar o andamento do caso.

Entre os exemplos, um geólogo optou por lentes de contato para corrigir problemas graves de oclusão, após planejamento digital detalhado. O tratamento foi dividido em três dias, com foco no conforto e na eficiência.

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