- A agência climática dos Estados Unidos confirmou a volta do El Niño, com probabilidade de mais de sessenta por cento de ser muito forte.
- No Brasil, o fenômeno pode provocar seca no Norte e tempestades no Sul, com impactos já observados em Goiás.
- Em Caturaí, a duas regiões de Goiânia, produtores enfrentam longos períodos sem chuva; a safrinha de sorgo é a mais viável, enquanto milho pode ter prejuízo.
- Amazonas decretou estado de emergência climática por cento e oitenta dias devido aos impactos do El Niño.
- A intensidade deve se consolidar entre novembro e janeiro, segundo o assessor Lucas Castro, da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás.
A agência climática dos EUA confirmou o retorno do El Niño, fenômeno que pode ser um dos mais intensos desde 1950. No Brasil, a projeção é de seca no Norte e tempestades no Sul, com impactos variados ao longo do próximo ciclo. A confirmação ocorre após monitoramentos do Pacífico.
Especialistas ressaltam que a intensidade ainda é incerta, mas as projeções indicam mais de 60% de probabilidade de o fenômeno ser muito forte. A confirmação eleva a cautela para agricultores, governos locais e força de proteção civil.
Em Goiás, produtores relatam prejuízos já na última safra pela escassa chuva. A previsão é de agravamento na próxima temporada, com dificuldades para safras de milho e sorgo em áreas de cultivo tradicionais. Região já observa atraso no plantio.
El Niño volta e impactos no Brasil
O El Niño costuma aumentar o risco de temporais e enchentes na Região Sul, além de elevar temperaturas no Centro-Oeste e Sudeste. No Norte e Nordeste, aumenta a chance de seca e quedas na disponibilidade de água.
Casos já distintos aparecem na Amazônia, onde governo decretou estado de emergência climática por 180 dias, ampliando a mobilização de recursos para enfrentamento de impactos. Ações devem seguir enquanto o ciclo do fenômeno é monitorado.
De acordo com especialistas, o fenômeno deve ganhar força entre novembro e janeiro, com variações regionais. Entidades agrícolas acompanham os desdobramentos para ajustar manejo de culturas e oferta de água.
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