- Ella, 23 anos, de Leeds, diz que seus amigos sempre dividem a conta; ela não propõe pagar apenas o que pediu por se sentir constrangida.
- Ela ganha mais de £30 mil, alguns amigos ganham mais, e ela acaba acompanhando os gastos para não parecer prejudicada, inclusive em viagens.
- Uma pesquisa da Money and Pensions Service (MaPS) em 2025 mostrou que apenas quatro em cada dez adultos se sentem à vontade para falar de dinheiro com amigos, com mulheres menos propensas a isso (39%) do que homens (50%).
- Especialistas sugerem definir expectativas desde o início: explique o orçamento, decida com antecedência, dê uma razão simples e lembre que gastos são pessoais; algumas pessoas como Chloe já falam abertamente sobre salários.
- Mesmo grupos transparentes enfrentam desafios, como cobrança de gorjetas não incluídas; apps de divisão ajudam a calcular o que cada um deve, e há métodos alternativos, como um membro pagar por todos ao acaso.
Ella, 23, trabalha como assistente de comunicação em Leeds e relata que, quando saem, o grupo costuma dividir a conta igualmente. Ela diz que não sugere que cada um pague pelo que pediu porque isso parece constrangedor.
A prática se repete mesmo com pessoas de rendas diferentes. Ella ganha mais de £30 mil e evita pedir ajustes em restaurantes mais caros, acompanhando o gasto do grupo para não ficar sem dinheiro. Em viagens, o impacto é ainda maior.
Dados de 2025 do Money and Pensions Service mostram que apenas 4 em cada 10 adultos se sentem à vontade para falar de dinheiro entre amigos, com mulheres reportando menor conforto (39%) que homens (50%). O tema quase não é discutido no círculo de amigos de Ella.
Em um histórico de viagem, o grupo já reservou uma holiday de quatro noites com cerca de £680 por pessoa, incluindo voos e estadia, utilizando um app de divisão de despesas para quitar as contas ao final. O princípio de equalizar gastos é a regra entre eles.
Setores de orientação sugerem que falar abertamente sobre finanças deve ocorrer desde o início. Laura Pomfret, CEO da Financielle, afirma que evita estragar o clima ao ser honesta sobre o orçamento, e recomenda esclarecer limites com antecedência.
- Planeje com antecedência: se algo está além do orçamento, poupe ou desmarque.
- Dê uma razão simples: diga que está economizando para algo ou que prefere investir.
- Lembre-se de que gastar é pessoal: mesmo quem pode pagar não precisa gastar daquela forma.
Chloe, 31, dirige uma startup de tecnologia e ganha cerca de £80 mil. Ela trabalha com transparência entre amigos sobre salários e limites financeiros, o que facilita ajustes. Mesmo com maior renda, Chloe já assume custos para manter encontros sociais.
Em viagens, Chloe costuma cobrir refeições para o grupo quando alguém está em fase de ajuste financeiro, mantendo o equilíbrio entre sair e economizar. Segundo ela, o diálogo aberto ajuda a evitar constrangimentos.
Mesmo entre grupos francos, há armadilhas. Mark Fullilove, gerente de marketing de Birmingham, relata que costumam pagar pelo que consomem, mas, às vezes, alguém fica com saldo a pagar por esquecimentos ou taxas de serviço. Nesses casos, o último pagamento costuma cobrir a diferença.
Durante viagens, o grupo costuma dividir tudo igualmente, com alguns membros adiando pagamentos até terem condições de quitar. Pesquisas indicam que o modelo de divisão igualitária pode incentivar pedidos maiores, elevando o total da conta.
Hoje existem vários aplicativos que calculam o valor de cada um, incluindo gorjetas, reduzindo a necessidade de contas longas. Caso a situação permaneça desconfortável, há alternativas propostas em redes sociais, como cada um colocar o cartão na mesa e o garçom escolher quem paga.
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