- Em São Paulo, o percentual de trabalhadoras domésticas entre mulheres ocupadas caiu de 14% em 2012 para 11,5% em 2024 e 10,6% no ano passado.
- O economista Alexandre Loloian, da Fundação Seade, aponta que o aumento da escolaridade, especialmente entre jovens, leva as mulheres a buscar ocupações fora do serviço doméstico.
- Além da escolaridade, a melhora do mercado de trabalho amplia alternativas de emprego para mulheres.
- O custo de manter uma empregada doméstica tem aumentado nos últimos anos, devido a avanços nos direitos trabalhistas.
- Um exemplo da mudança de trajetória é o de Rose, diarista que, no começo do ano, abriu um bufê para festas e eventos com a ajuda da irmã.
Nos últimos anos, o número de empregadas domésticas tem recuado em São Paulo. A melhora do mercado de trabalho e o aumento da escolaridade são apontados como razões centrais para essa queda.
Entre 2012 e 2024, a participação de mulheres ocupadas em serviços domésticos no estado caiu de 14% para 11,5%. No ano anterior, o índice já havia recuado para 10,6%. A explicação está em parte no maior nível de escolaridade.
A educação elevou a busca por oportunidades fora do serviço doméstico, especialmente entre jovens. Além disso, o custo de manter uma empregada doméstica aumentou nos últimos anos, tornando a atividade menos atrativa para muitas famílias.
Causas da queda e impactos
A formação educacional expandida leva as pessoas a explorarem alternativas de ocupação. Mudanças no mercado de trabalho também influenciam essa escolha, com mais opções formais disponíveis.
O economista Alexandre Loloian, da Fundação Seade, aponta que o custo de contratação e de manter uma empregada doméstica subiu, tornando o serviço menos acessível para alguns perfis de famílias.
Exemplo de mudança: uma história recente
Rose, que já atuou como diarista, abriu um bufê de festas ao lado da irmã no início deste ano. A experiência no serviço doméstico ajudou a desenvolver habilidades para o novo negócio, que passou a representar uma nova etapa profissional.
Rose trabalhava em até duas casas por dia, de segunda a sábado, e em alguns domingos, antes de migrar para a atividade empreendedora. O caso ilustra como a escolaridade e novas oportunidades influenciam trajetórias de trabalho.
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