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Ibovespa fecha em queda; dólar sobe e petróleo cai

  • O Ibovespa caiu 0,45%, fechando aos 169.648,47 pontos, com volume de R$ 27,60 bilhões, acompanhando o exterior e a fraqueza de setores ligados a commodities e consumo.
  • O dólar comercial encerrou em alta de 0,39%, a R$ 5,086, apesar da queda do dólar global.
  • O petróleo recuou forte, com o WTI em julho a US$ 76,05 (-5,82%) e o Brent em agosto a US$ 78,96 (-5,06%), ante expectativas de acordo EUA–Irã e maior oferta global.
  • Entre as ações, BRKM5, USIM5 e MGLU3 estiveram entre as maiores quedas, enquanto supermercados e construtoras apresentaram movimentos mistos.
  • O cenário de juros e política fiscal domesticamente influenciou o humor do mercado, com expectativa de cortes modestos na SELIC e preocupações com o longo prazo.

O Ibovespa fechou em queda de 0,45% nesta terça-feira, aos 169.648,47 pontos, seguindo o tom negativo de mercados externos. O recuo ocorreu em meio a pressões de setores ligados a commodities e consumo, com variação intradiária entre 170.415,13 e 169.121,31 pontos.

O volume financeiro somou R$ 27,60 bilhões. Analistas atribuem o movimento a fatores externose domésticos, incluindo quedas de ações ligadas a petróleo e a percepção sobre a trajetória da política fiscal.

O câmbio renovou máximas locais, com o dólar comercial a R$ 5,086, alta de 0,39%. O movimento contrasta com o recuo do dólar no exterior, que caiu 0,06% no índice DXY. Investidores destacam aversão a riscos em emergentes e incertezas fiscais brasileiras.

Cenário externo e petróleo

Wall Street terminou com perspectivas mistas: Dow Jones subiu, enquanto S&P 500 e Nasdaq recuaram. Os movimentos refletiram realização de lucros e preocupações com incertezas geopolíticas, além de ajustes em setores de tecnologia e energia.

O petróleo teve queda expressiva, com o WTI para julho em US$ 76,05 o barril (-5,82%) e o Brent para agosto em US$ 78,96 (-5,06%). A queda acompanhou a expectativa de maior oferta global, diante de negociações EUA–Irã.

Desempenho setorial e ações

Entre os setores, supermercados apresentaram leve ganho, com ações de varejo registrando alta modesta. Construtoras mostraram desempenho misto, com altas moderadas em algumas empresas e quedas em outras. Indústrias de papel e celulose também apresentaram oscilações.

Entre as maiores altas do Ibovespa estiveram RADL3, MRVE3 e MBRF3, seguidas por PSSA3 e NATU3. Entre as maiores quedas, BRKM5 recuou quase 10%, USIM5 caiu mais de 6%, e MGLU3 teve queda acima de 6%.

Perspectivas de juros e câmbio

Segundo analistas, o cenário de energia pode influenciar inflação e juros globais. A visão para o Fed aponta para manutenção de juros, com política condicionada aos dados e ao desfecho do acordo energéticos com o Irã.

No Brasil, a expectativa é de ajuste contido na política monetária, com possível corte de 25 pontos-base, condicionado a dados como IPCA e perspectivas cambiais. O espaço para manobras permanece limitado.

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