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Instrutor preso diz que morte de jovem em rope jump foi fatalidade

Instrutores presos por homicídio doloso classificam morte da jovem em rope jump como fatalidade; Justiça mantém prisão e aponta falhas de segurança

Foto colorida do instrutor Luis Felipe Feliciano Egoroff, preso por homicídio doloso de jovem que pulou sem cordas da Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
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  • Três instrutores foram presos por homicídio doloso após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, interior de São Paulo.
  • A vítima caiu de uma altura de cerca de 30 metros; o grupo filmava os pulos e foi registrado pela Justiça como atuação conjunta em local de alto risco sem observância de protocolos.
  • Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos, um dos presos, disse à polícia que houve “fatalidade” e que desceu de rapel para tentar socorrer a vítima; os outros dois também permanecem detidos.
  • Em audiência de custódia, a juíza destacou que houve falhas de segurança e que Maria Eduarda foi lançada sem proteção, conforme as imagens anexadas aos autos.
  • O evento, no último sábado, reuniu entre oitenta e noventa pessoas; cada participante pagava R$ 180 pelo salto, além de R$ 110 pela filmagem com câmera 360.

Foi registrado nesse sábado em Limeira, interior de São Paulo, a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, durante salto de rope jump na Ponte do Esqueleto. Três instrutores foram presos em flagrante por homicídio doloso e permanecem custodiados.

Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos, é um dos presos. Em depoimento à Polícia Civil, ele contou ter descido de rapel para prestar socorro à vítima após a queda, afirmando que a operação foi uma fatalidade. Os outros dois presos também estão detidos.

A Justiça de São Paulo manteve os três presos: Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, 27. Eles são acusados de participação na prática, que ocorreu com a vítima sem equipamento de proteção adequado.

Depoimento e perícia

Durante a audiência, o juiz Paulo Henrique Stahlberg Natal destacou que os acusados atuavam em conjunto em uma atividade de alto risco, sem observância de protocolos básicos de segurança. A filmagem anexada aos autos indica que Maria Eduarda foi lançada sem proteção.

Egoroff relatou que, após notar a queda, desceu de rapel e prestou os primeiros socorros, mencionando a presença de uma enfermeira que realizava RCP. Ele afirmou ter subido depois, quando o resgate chegou.

O depoimento também questionou a fiscalização prévia dos pulos. O instrutor confirmou ter acompanhado os saltos anteriores, mas disse não entender o que houve no caso da jovem.

Contexto do evento

Segundo relatos, o grupo contava com entre 80 e 90 participantes no momento do incidente, que terminou com a morte de Maria Eduarda por politraumatismo após a queda. O valor da participação incluía o salto e a filmagem com câmera 360.

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