- A Polícia Federal aponta a CNLF Empreendimentos Imobiliários, empresa em que figura como sócio o senador Ciro Nogueira (PP-PI), como o “eixo material” das vantagens indevidas envolvendo Daniel Vorcaro.
- A PF indica que a empresa movimentou cerca de R$ 20 milhões em um ano, enquanto a Receita Federal registrou faturamento de apenas R$ 832 mil no mesmo período.
- O levantamento, feito a partir de relatório do COAF, abrange 2016 a 2025, com foco nos meses entre agosto de 2023 e agosto de 2024, quando a CNLF teria servido para repassar recursos ao senador.
- O relatório cita recebimentos de R$ 902 mil da BRGD S.A., empresa cujo único sócio é Marcelo Tavares Faria, operados supostamente por Vorcaro e por seu primo para pagamentos a aliados.
- Dialogos interceptados indicam ordens de pagamento mensal de R$ 300 mil a Ciro Nogueira, sob a menção de uma “parceria BRGD/CNFL”, com o relatório sustentando a plausibilidade de uma mesada vinculada ao repasse de recursos.
A Polícia Federal aponta que uma empresa com participação de Ciro Nogueira, o CNLF Empreendimentos Imobiliários, funcionou como eixo das supostas vantagens indevidas ligadas ao senador. Segundo investigação, a empresa movimentou cerca de 20 milhões de reais em um ano, mas declarou faturamento de apenas 832 mil reais à Receita Federal no mesmo período.
A análise da PF teve como base um Relatório de Informação Financeira do COAF, que revelou 350 comunicações com operações suspeitas envolvendo Ciro Nogueira, sua família, a empresa CNLF e a Ciro Nogueira Comercio de Motocicletas LTDA, da qual ele também é sócio. Os dados cobrem 2016 a 2025, com foco entre agosto de 2023 e agosto de 2024.
Envolvidos e contexto da apuração
A investigação envolve Daniel Vorcaro, seu primo Felipe Vorcaro e outras pessoas ligadas ao senador, bem como as empresas citadas. Procurado, Ciro Nogueira ainda não se manifestou publicamente sobre o assunto.
A PF indica que a CNLF recebeu 902 mil reais da BRGD S.A, empresa com único sócio, Marcelo Tavares Faria. Os investigadores sustentam que a BRGD operava pagamentos para aliados por meio da CNLF, em esquema descrito como suplantação de repasses.
A perícia também aponta diálogos interceptados que indicam ordens para pagamentos mensais de 300 mil reais a Ciro, sob o pretexto de uma parceria entre BRGD e CNLF. O relatório sustenta que há convergência temporal entre esses pagamentos e o repasse de 902 mil reais à CNLF.
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