- Nos primeiros quatro meses do ano, a polícia de São Paulo registrou mais de 14 mil roubos a residências no estado.
- Apesar do volume, houve queda em relação ao mesmo período do ano passado, atribuída à prisão da principal quadrilha especializada nesse tipo de crime.
- 25 suspeitos foram presos em operações recentes; Diego Fernandes de Souza, conhecido como Minotauro, é apontado pela polícia como o maior ladrão de mansões e condomínios de luxo da capital paulista.
- O grupo usava câmera escondida em poste para monitorar rotinas de moradores de imóveis de alto padrão, fazia levantamentos prévios e entrava em imóveis vazios para observar a movimentação da vizinhança.
- A identificação e a prisão da quadrilha contribuíram para uma redução de 25% nos roubos e furtos a residências no estado.
Nos primeiros quatro meses deste ano, a polícia de São Paulo registrou mais de 14 mil roubos a residências no estado. Mesmo com o volume elevado, houve queda em relação ao mesmo período de 2023, atribuída à prisão da principal quadrilha especializada nesse tipo de crime.
Uma operação investigativa identificou uma rede que monitorava rotinas de moradores de imóveis de alto padrão. Em uma das frentes, uma câmera instalada em um poste capturou movimentos de vizinhanças com imóveis em reformas. As imagens eram encaminhadas ao celular de Diego Fernandes de Souza, conhecido como Minotauro, considerado pela polícia como o maior ladrão de mansões e condomínios da região.
Segundo as investigações, o grupo fazia levantamentos prévios nas ruas e chegava a entrar em imóveis vazios para observar a movimentação da vizinhança. Os celulares de 25 suspeitos presos nas operações recentes contiveram registros que mostram o funcionamento do esquema, com foco em acessos, reformas e terrenos próximos.
Prisões e impacto
A identificação e a prisão das quadrilhas contribuíram para uma redução de 25% nos roubos e furtos a residências no estado. A autoridade responsável afirmou que havia um padrão organizacional entre os grupos, o que ampliou o efeito da atuação policial.
Um suspeito apontado como braço direito de Minotauro relatou que houve envolvimento de assaltantes de carro-forte na composição dos roubos. A declaração indica integração entre diferentes células com finalidades semelhantes, segundo apuração policial.
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