- Lula chamou Donald Trump de “imperador” e afirmou que o presidente dos EUA acredita que pode “dar ordem no mundo todo”.
- Disse para não se meter nas eleições do Brasil e elogiou as urnas eletrônicas, afirmando que o resultado fica conhecido poucas horas após o fim da votação.
- Afirmou que nunca foi esquerdista e que o mundo está no caminho do meio.
- Relembrou ter sido visto como anticomunista nos anos oitenta, em discurso durante o G7.
- Defendeu a regulação de plataformas digitais, alertou que a inteligência artificial pode ampliar desigualdades e citou o ECA Digital para proteção de crianças e adolescentes.
Durante a cúpula do G7 na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostrou uma série de falas polêmicas captadas em transmissões do evento e reportadas pela imprensa. O tom variou entre críticas a outros líderes e declarações sobre o cenário político brasileiro e internacional.
A sequência de falas ganhou destaque na imprensa internacional e foi acompanhada pela Associated Press, que divulgou trechos de conversas entre Lula e outros líderes. As declarações abordaram temas como o papel dos Estados Unidos, eleições brasileiras e sistemas de voto.
Lula afirmou que não gosta de brigas, mas criticou o governo americano, chamando o então presidente americano de imperador e sugerindo que acredita que pode dar ordens ao mundo. As falas ocorreram em contexto de conversa entre o presidente brasileiro e o líder sul-coreano Lee Jae-myung.
Em outro momento, o petista disse a Lee Jae-myung para não se meter nas eleições do Brasil, ressaltando a soberania do processo eleitoral brasileiro e defendendo o uso de urnas eletrônicas. A fala incluiu elogios à tranquilidade das eleições brasileiras.
Ao comentar as declarações de Trump sobre o Brasil, Lula afirmou que o país enfrenta situações complexities e criticou o que chamou de comportamento agressivo do governo americano. O presidente brasileiro também citou relacionamentos entre os filhos de Bolsonaro e membros da atual administração norte-americana.
Em entrevista captada, Lula afirmou que nunca se considerou de esquerda, destacando uma trajetória sindical e relações com movimentos trabalhistas europeus. Também apontou que o mundo não é da esquerda, mas de um caminho do meio, segundo suas palavras registradas.
Ainda no mesmo diálogo, Lula relembrou episódios da década de 1980, quando disse ter sido visto como anticomunista mesmo sem ter ido a uma conferência na Rússia, por questões legais e políticas da época.
Outra fala tratou da votação eletrônica ao questionar por que a ONU não recomenda o sistema de voto brasileiro. Lula afirmou que as vitórias e derrotas ocorreram sob urnas eletrônicas e sugeriu que o sistema mereceria orientação internacional.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de disputar novamente a Presidência, Lula afirmou que poderia ser eleito quatro vezes, ressaltando que, se vencer agora, pode se tornar o presidente brasileiro com mandato mais longevo sob o sistema atual de urnas.
Em comentário sobre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, Lula disse ter sentido maior disposição pela paz por parte de Zelensky em determinado momento da conversa. O petista sugeriu que a participação dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU é essencial para novas negociações.
Durante um discurso, Lula defendeu a regulação de plataformas digitais e alertou que a IA pode ampliar desigualdades se não houver ações. O presidente ressaltou a proteção de dados de cidadãos e apontou o ECA Digital como ferramenta para ampliar a proteção de crianças e adolescents no ambiente online.
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