- A Keeta, controlada pela Meituan, passou a pagar multas de exclusividade para restaurantes de médio porte que atuam apenas com iFood, permitindo que operem na sua plataforma.
- Para pagar integralmente as multas, os restaurantes não podem entrar na 99Food; como alternativa, a Keeta oferece pagar metade da multa para dividir o custo entre plataformas.
- A empresa atua em onze cidades no litoral e na região metropolitana de São Paulo e acionará o Cade antes de expandir mais, com foco na resolução regulatória.
- A Keeta nega espionagem e afirma tratar-se de uma cortina de fumaça; a empresa investe cerca de R$ 5,6 bilhões e manterá prática de distribuir cupons com altos descontos.
- Em São Paulo, mais de cinquenta por cento dos restaurantes relevantes não podem ter a Keeta; no Rio de Janeiro, o índice é superior a cinquenta e cinco por cento; Santos deve entrar na disputa entre julho e as demais cidades, conforme o NeoFeed.
A Keeta, plataforma controlada pela chinesa Meituan, decidiu pagar multas de exclusividade para restaurantes de médio porte no Brasil, permitindo que operem em sua plataforma. A medida busca ampliar o número de parceiros diante de um mercado ainda dominado por iFood e 99Food.
Danilo Mansano, vice-presidente da Keeta no Brasil, afirma que as multas podem superar R$ 1 milhão por rede. A empresa propõe dois caminhos: pagar as multas integralmente sem entrar na 99Food, ou pagar metade para facilitar a adesão simultânea a outras plataformas.
A estratégia évoltada a reduzir a dependência de contratos de exclusividade com o iFood, mantendo opção de pagamento parcial para quem aceitar atuar também com outras plataformas. O objetivo é acelerar a entrada da Keeta em mais cidades.
A Keeta opera em 11 cidades, entre o litoral paulista e a região metropolitana de São Paulo, e planeja expansão apenas após alinhamento com o Cade. Mansano reconhece dificuldades por um “mercado fechado” em várias localidades.
Contexto regulatório
O Cade já proibiu exclusividades para redes com mais de 30 unidades, após acordo com o iFood em 2023. A iniciativa da Keeta visa manter redes com até 30 lojas operando sob contrato com a plataforma chinesa.
A empresa afirma que tem conversado com várias redes semanalmente. Em alguns casos, há avanço de acordo, em outros, a tramitação se alonga por entraves contratuais. Mansano aponta que o tempo de negociação pode variar bastante.
Estratégia de preços e discrição de concorrência
Segundo Mansano, pagar a multa integralmente depende de não migrar para a 99Food. Caso aceitem a opção pela metade, a conta fica compartilhada entre plataformas. A Keeta sustenta que a prática da 99Food de banir restaurantes da Keeta não será adotada por ela.
A companhia também contesta acusações de espionagem feitas pelo iFood, chamando-as de cortina de fumaça. Ele afirma que a investigação do Cade sobre retaliação a restaurantes quebrando contratos sustenta o enfoco regulatório do setor.
Situação atual e perspectivas
A Keeta já adiou entradas em cidades como o Rio de Janeiro por questões regulatórias. Mansano afirma que o ambiente de mercado aberto ainda não está claro, o que molda os planos de expansão. A empresa mantém caixa para sustentar a estratégia de crescimento.
No Brasil, a disputa entre plataformas segue com relatos de práticas anticoncorrenciais de ambas as partes, sobretudo por meio de cupons e descontos expressivos. A Keeta afirma buscar equilíbrio de mercado sem abandonar a visão de ampliar deliveries no país.
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