- Conselho da Naturgy reduz de dezesseis para onze membros e elimina o esquema de maioria reforçada, passando a tomar decisões por maioria ordinária.
- Enrico Letta, ex-primeiro-ministro da Itália, é nomeado conselheiro independente por cooptation, sob indicação da comissão de nomeações e remunerações.
- Renúncias de conselheiros dominicais foram registradas, incluindo João de Jaime, Marta Martínez e José Antonio Torre de Silva; substituições ocorreram com saídas de Rioja SARL (CVC) e entrada de Anke Groth.
- Anke Groth, alemã, assume como conselheira por cooptação; é economista com boa parte da carreira na empresa energética Eon.
- Novos componentes foram designados para as comissões de nomeações, remunerações e governança, auditoria e sustentabilidade, bem como para a comissão de projetos de investimento.
Naturgy anuncia mudanças relevantes em seu conselho de administração, com a nomeação de Enrico Letta como conselheiro independente. A decisão ocorreu após o encontro estratégico anual do grupo, realizado nos dias 15 e 16 de junho, no campus Puente Nuevo. A medida altera as regras de votação, eliminando o regime de maioresur reforçadas e retornando à maioria simples.
A companhia também reduziu o tamanho do conselho de 16 para 11 membros, ante a saída dos acionistas dominicais GIP-BlackRock e CVC. Com isso, seis postos dominicais foram extintos e um novo independente foi introduzido: Enrico Letta. A mudança é acompanhada pela renúncia de conselheiros representando Rioja SARL, e pela substituição de Nicolás Villén por Anke Groth.
Enrico Letta, ex-primeiro ministro da Itália, foi indicado pela comissão de nomeações e diretamente cooptado para o cargo. Letta possui formação em Ciências Políticas e doutorado em Direito Europeu pela Universidade de Pisa, além de experiência como ministro da indústria e eurodeputado. Atualmente, lidera o Instituto Jacques Delors e atua como decano na IE School of Politics, Economics and Global Affairs.
Mudanças no Conselho
Além de Letta, foram nomeados novos membros para as comissões: Lars Bespolka, Isabel Gabarró, Claudi Santiago e Pedro Sáinz de Baranda na Comissão de Nomeamentos, Retribuições e Governança. A Comissão de Auditoria e Sustentabilidade contou com Isabel Estapé, Anke Groth, Helena Herrero, Pedro Sáinz de Baranda e Claudi Santiago. A Comissão de Projetos de Investimento passou a ter Ramón Adell, Helena Herrero, Enrico Letta, Pedro Sáinz de Baranda e Jaime Siles.
A reorganização ocorre em meio à saída de grandes acionistas. Em março, a joint venture CriteriaCaixabank aprovou a reeleição de Ramón Adell, enquanto IFM renovou Jaime Siles e Lars Bespolka, somando três conselheiros de IFM. Na mesma linha, a diretoria executiva de Naturgy manterá Ramón Reynés no cargo até 2030.
A saída de GIP e BlackRock do capital moveu o panorama acionário. BlackRock vendeu 13,8% das ações por 25,20 euros cada, recebendo cerca de 2,791 bilhões de euros. GIP vendeu 11,4% por 28,55 euros por título, totalizando aproximadamente 3,068 bilhões de euros.
A mudança reforça o compromisso da empresa com governança corporativa, crescimento sustentável e disciplina financeira, conforme o comunicado oficial. A Natura divulgou que as alterações visam fortalecer a governança e o desempenho da companhia.
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